- A UESPI anuncia instalação do primeiro Instituto Confúcio do Piauí, voltado ao ensino da língua chinesa e intercâmbio cultural com a China.
- O projeto inclui cursos de mandarim, certificações internacionais e fortalecimento das relações acadêmicas entre Brasil e China.
- A iniciativa é parte da missão internacional da Abruem, visando ampliar oportunidades de formação para estudantes e professores.
- A UESPI e a Fujian Normal University reforçam parcerias e planejam intercâmbio de 24 estudantes e 6 professores em novembro.
- Representantes da FNU manifestam interesse em ampliar cooperação em educação, pesquisa e intercâmbio entre Brasil e China.
A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) anunciou a instalação do primeiro Instituto Confúcio do estado, que será voltado ao ensino da língua chinesa e à promoção do intercâmbio cultural e acadêmico com a China. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (22) pelo reitor Paulo Henrique Pinheiro, durante visita oficial à Universidade Fujian Normal University (FNU), na cidade de Fuzhou, na China. A iniciativa integra a agenda da missão internacional promovida pela Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) e busca ampliar as oportunidades de formação para estudantes, professores e para a comunidade em geral. A proposta inclui cursos de mandarim, atividades culturais, certificações internacionais e fortalecimento das relações acadêmicas entre Brasil e China. De acordo com o reitor da UESPI, a implantação do Instituto Confúcio permitirá a oferta de cursos de língua chinesa em diferentes níveis, além da realização de oficinas, palestras, eventos culturais e exames de proficiência reconhecidos internacionalmente. Segundo o reitor Paulo Henrique Pinheiro, a iniciativa também deve impulsionar programas de mobilidade acadêmica. “A expectativa é que o projeto também incentive a mobilidade acadêmica, com intercâmbios e cooperação entre instituições brasileiras e chinesas”, destacou. O gestor ressaltou ainda que o projeto representa uma oportunidade de ampliar a formação dos estudantes piauienses em um cenário cada vez mais globalizado. “Estamos abrindo portas para que nossos estudantes tenham acesso a uma das culturas mais influentes do mundo, fortalecendo o ensino e a pesquisa em nossa universidade”, afirmou. Durante a visita à Fujian Normal University (FNU), Paulo Henrique foi recebido pelo professor Qidan Ling, secretário do Comitê do Partido Comunista da China na instituição. O encontro teve como objetivo reforçar parcerias já existentes e discutir novas formas de cooperação acadêmica. Segundo o reitor, a UESPI já mantém ações conjuntas com a universidade chinesa, incluindo a oferta de um curso on-line de mandarim e um programa de intercâmbio que deve receber, em novembro deste ano, 24 estudantes e seis professores da universidade piauiense. “Nessa reunião, fortalecemos os laços entre a UESPI e a FNU, uma vez que já mantemos cooperações consolidadas, como a oferta do curso on-line de mandarim e o programa de intercâmbio que receberá, em novembro deste ano, 24 estudantes e seis professores da nossa universidade”, explicou Paulo Henrique. Além das tratativas para implantação do Instituto Confúcio, representantes da FNU manifestaram interesse em ampliar a cooperação em áreas como formação de gestores educacionais, pesquisas científicas, publicações conjuntas e intercâmbio de docentes e estudantes. Como resultado das negociações, uma missão formada por seis gestores da universidade chinesa visitará a UESPI em agosto deste ano. A visita será uma retribuição à agenda institucional realizada pela delegação piauiense na China. Também foram discutidas ações para ampliar o ensino de mandarim no Brasil e da língua portuguesa na China, fortalecendo os vínculos acadêmicos entre os dois países. Criados em 2004, os Institutos Confúcio são centros de promoção da língua e da cultura chinesa presentes em universidades e instituições de ensino de diversos países. O modelo funciona por meio de parcerias entre instituições locais e universidades da China. No Brasil, os institutos atuam desde o final dos anos 2000, oferecendo cursos de mandarim, certificações de proficiência e atividades culturais abertas ao público. A iniciativa é considerada estratégica para ampliar a cooperação educacional sino-brasileira e fomentar oportunidades de intercâmbio acadêmico. Fundada há 120 anos, a Fujian Normal University (FNU) é uma das mais tradicionais instituições de ensino superior da China e desempenha papel de destaque no sistema educacional da Província de Fujian, região onde o presidente chinês Xi Jinping exerceu cargos de liderança antes de assumir a presidência do país.Ensino de mandarim e certificação internacional
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