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Acusado de matar PM Gisele em depoimento chora e diz ser “escravo” na prisão

Geraldo Leite Rosa Neto é réu por feminicídio e deve prestar depoimento a Justiça comum no próximo mês

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  • Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto chorou em depoimento negando ter matado a esposa.
  • Acusado de feminicídio, afirma ser tratado como "escravo" na cadeia e preferiria estar morto.
  • Explicou uso de termos como "macho alfa" e "fêmea beta" em conversas íntimas com a vítima.
  • Admitiu apagar mensagens com a soldado e ter relações sexuais antes da morte.
  • Depoimento será realizado em 5 de outubro no Fórum Criminal da Barra Funda.
Tenente-coronel chora em depoimento | Foto: Reprodução
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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a soldado Gisele Alves Santana, chorou em depoimento ao negar o crime e disse estar sendo tratado como “escravo” na cadeia.

Durante o interrogatório, ele explicou a utilização de termos como “macho alfa” e “fêmea beta” em troca de mensagens com a vítima. Também sustentou a versão que o caso se trata de suicídio.

Eu não matei minha esposa. Eu sonho todo dia com ela aqui. A Gisele cometeu suicídio", disse Geraldo, enquanto chorava no interrogatório diante de um comandante da Corregedoria da PM. "Eu não fiz isso. Eu tenho minha consciência tranquila, que eu não matei a minha esposa.

“SOU UM ESCRAVO”

Geraldo está preso no presídio Romão Gomes, da PM, na Zona Norte. Ele diz estar sofrendo na penitenciária e fala em ser tratado como “escravo”.

Geraldo Leite chora em depoimento - Foto: Reprodução 

“Eu sou um escravo”, disse Geraldo. "Só Deus sabe que eu tô sofrendo aqui dentro.”

O acusado afirmou que preferia estar morto do que preso.

Se Deus aparecesse na minha frente agora e me desse a opção de continuar preso ou continuar vivo, eu preferia morrer porque o que eu estou passando aqui só Deus sabe. Eu preferia estar morto do que estar preso aqui.

“MACHO ALFA” E “FÊMEA BETA”

Em relação aos termos usados em conversas com a soldado, Geraldo afirmou se tratar de brincadeiras entre o casal.

Tenente-coronel explica cobertas com esposa - Foto: Reprodução 

“Eu falava pra Gisele que eu tinha 19 centímetros”, disse o oficial. "E ela começou a usar a frase comigo de 19 segundos. Ela falou : 'não adianta ter 19 centímetros e durar 19 segundos.

O tenente-coronel confirmou ter tido relações com a esposa antes da morte, algo que ela não havia dito à polícia anteriormente.

“Acabou gerando um clima e a gente acabou se beijando e os beijos acabou em relação sexual. Mas assim é coisa muito íntima. Eu nunca falei da minha vida sexual para ninguém.”

Ainda em depoimento à Corregedoria da PM, ele também admitiu que apagava as mensagens trocadas com Gisele: “Eu sempre apagava mensagens. Sempre. Não só com a Gisele, mas com outros contatos também.”

RÉU POR FEMINICÍDIO

Geraldo prestará depoimento no próximo mês pela Justiça comum. Após três adiamentos, foi marcado para 5 de outubro o interrogatório do tenente-coronel no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste. Geraldo é réu por feminicídio e fraude processual.

Ele também responde a um processo administrativo no Conselho de Justificação (CJ) da PM de SP, que pode expulsá-lo da corporação.

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