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Áudios com confissões são da patroa que agrediu doméstica grávida no Maranhão, diz perícia

Carolina é acusada de ameaçar matar e agredir a própria funcionária doméstica, grávida de 5 meses, após suspeitar de um suposto furto de uma joia, crime que não foi comprovado.

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  • Empresária Carolina Sthela é acusada de agressões contra funcionária doméstica grávida.
  • Laudo da Polícia Civil confirma voz da empresária nos áudios com confissões de agressões.
  • Carolina negou envolvimento nas agressões em depoimento, mas confessou à Polícia Civil.
  • A empresária é investigada por tentativa de homicídio e cárcere privado.
Carolina Sthela Ferreira dos Anjos | Foto: Reprodução
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Nesta sexta-feira (8), o Instituto de Criminalística da Polícia Civil confirmou que são da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, os áudios divulgados com confissões de agressões contra uma funcionária doméstica grávida de 19 anos, no Maranhão. 

Segundo o laudo, houve 100% de compatibilidade entre os áudios e a voz da empresária. "Quando ela [Carolina] negou isso no interrogatório dela e para não deixar brecha para a defesa, eu imediatamente mandei que fosse colhida a voz dela ao vivo, natural, para comparar que estava no áudio”, disse o delegado Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy.

Em depoimento, ela havia negado que os áudios eram da sua autoria. Já a defesa de Carolina Sthela afirma que ela confessou envolvimento nas agressões. Carolina afirmou ainda à Polícia Civil que o anel que teria motivado as agressões estava avaliado em R$ 5 mil.

Ouça os áudios!

ENTENDA O CASO

Carolina é acusada de ameaçar matar e agredir a própria funcionária doméstica, grávida de 5 meses, após suspeitar de um suposto furto de uma joia, crime que não foi comprovado. O caso aconteceu no dia 17 de abril, na residência da empresária, em Paço do Lumiar, no Maranhão. 

Mesmo negando a acusação, a funcionária doméstica foi agredida com socos, tapas e ameaçada com uma arma de fogo, que chegou a ser colocada em sua boca. A violência durou cerca de uma hora, conforme as investigações.  

Carolina Sthela foi transferida nesta quinta-feira de Teresina (PI) onde foi presa, para São Luís e ao chegar na capital maranhense, prestou depoimento por mais de uma hora na sede da 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, que investiga o caso. Ela estaria indo para o Litoral piauiense e posteriormente para o Amazonas.

Além de Carolina, o policial militar Michael Bruno Lopes Santos foi preso. Durante as investigações, outros quatro agentes foram afastados. Segundo a polícia, um deles teria ligação de amizade com a empresária. Em áudios enviados por ela mesma em um grupo de mensagens, ela relata as agressões cometidas contra a vítima e afirma que não foi conduzida à delegacia porque contava com o apoio desse policial.

A empresária Carolina já possui histórico. Ela é investigada pelos crimes de tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria, segundo a Polícia Civil.

O que diz a empresária

"Diante das publicações e comentários que vêm circulando na imprensa e nas redes sociais a respeito do IPL nº 066/2026 — 21º Distrito Policial do Araçagy/MA, venho me manifestar com serenidade e respeito.

Em primeiro lugar, afirmo que respeito profundamente a atuação das autoridades e que jamais me neguei a colaborar com a apuração dos fatos. Minha defesa já compareceu à delegacia, solicitou acesso aos autos e adotará todas as providências necessárias para que minha versão seja apresentada no momento adequado, de forma responsável e dentro do procedimento legal.

Também registro que repudio qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres, gestantes, trabalhadoras e pessoas em situação de vulnerabilidade. Justamente por reconhecer a gravidade do assunto, entendo que tudo deve ser apurado com seriedade, equilíbrio, provas e respeito ao devido processo legal.

Minha família, incluindo meu marido e meu filho, vem sofrendo ataques e ameaças. Isso não contribui para a verdade, não ajuda a investigação e apenas aumenta o sofrimento de todos os envolvidos.

Requeiro que não haja julgamento antecipado e que o inquérito seja conduzido em observância aos princípios constitucionais. A investigação ainda está em andamento, e a verdade deve ser esclarecida pelas vias legais, jamais por ameaças, ofensas, exposição de familiares ou linchamento virtual.

Seguirei à disposição das autoridades, por meio da minha defesa, confiando que os fatos serão esclarecidos com responsabilidade, respeito, técnica e justiça.

Paço do Lumiar - MA, 05 de maio de 2026.

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos" .

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