Brasil registra mais de 10 mil casos de feminicídio em 9 anos, diz estudo

Esse número, segundo a entidade, seria maior não fosse a subnotificação de casos nos primeiros anos de vigência da legislação

Avalie a matéria:
Brasil registra mais de 10 mil casos de feminicídio em 9 anos, diz estudo | Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Um estudo publicado hoje (7) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que pelo menos 10.655 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil entre março de 2015 (quando a lei sobre o tema foi promulgada) e dezembro de 2023. O levantamento considera apenas os casos oficialmente registrados como feminicídio pela polícia. A entidade ressalta que esse número seria ainda maior se não fosse a subnotificação de casos nos primeiros anos de vigência da legislação.

SOBRE A LEI DO FEMINICÍDIO: A lei do feminicídio, sancionada em março de 2015, qualifica o crime quando ele é cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, quando envolve violência doméstica e familiar e menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Os dados utilizados no levantamento têm como fontes os boletins de ocorrência registrados pelas Polícias Civis dos estados e do Distrito Federal.

ANO DE 2023 FOI O MAIS VIOLENTO: Segundo o Fórum, no ano de 2023 o total de 1.463 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil, maior número já registrado desde a tipificação da lei. Isso representa uma taxa de 1,4 mulher morta para cada grupo de 100 mil habitantes. No ano anterior, tinham sido 1.440 casos, com a mesma taxa de 1,4 mortes para cada 100 mil habitantes.

LEVANTAMENTO DO ESTUDO POR REGIÃO: Analisando o levantamento por região, o Centro-Oeste se destaca por apresentar a taxa mais elevada de feminicídios nos dois últimos anos, chegando a 2 mortes por 100 mil habitantes, 43% superior à média nacional. A segunda região mais violenta para as mulheres foi o Norte, com taxa de 1,6, seguido do Sul, com 1,5. As regiões Sudeste e Nordeste registraram taxas de 1,2 e 1,4 por 100 mil. O Sudeste, porém, apresentou o maior crescimento no toral de feminicídios no ano passado, com variação de 5,5%, passando de 510 vítimas em 2022 para 538 em 2023. A única região que apresentou redução na taxa foi a Sul, com queda de 8,2% (de 1,6 para 1,5).

LEVANTAMENTO POR UNIDADE FEDERATIVA

- O estado com a maior taxa no ano passado foi Mato Grosso, com 2,5 mulheres mortas por 100 mil habitantes

- Empatados em segundo lugar, os estados mais violentos para mulheres foram Acre, Rondônia e Tocantins, com taxa de 2,4 mortes por 100 mil. 

- Na terceira posição aparece o Distrito Federal, cuja taxa foi de 2,3 por 100 mil mulheres.

- As menores taxas de feminicídio foram registradas nos estados do Ceará (0,9 por 100 mil), São Paulo (1 por 100 mil) e Amapá (1,1 por 100 mil). 

(Com informações da FolhaPress)



Participe de nossa comunidade no WhatsApp, clicando nesse link

Entre em nosso canal do Telegram, clique neste link

Baixe nosso app no Android, clique neste link

Baixe nosso app no Iphone, clique neste link


Veja Também
Tópicos
SEÇÕES