O Brasil registrou queda nos assassinatos pelo quinto ano seguido: foram 34.086 casos de mortes violentas em 2025, contra 38.374 em 2024. Segundo os números computados até terça-feira (20) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, houve uma queda de 11%.
Entram na conta como mortes violentas os casos de homicídios dolosos (quando há intenção de matar), feminicídios, latrocínios e lesões seguidas de morte. Os dados são enviados pelas secretarias estaduais de Segurança Pública ao governo federal, responsável pela divulgação.
Redução de assassinatos é tendência
Já são cinco anos consecutivos de redução nas mortes violentas, de 2021 a 2025, e uma queda acumulada de 25% desde 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19.
O recorde registrado na série histórica é de 2017, com mais de 60 mil assassinatos. Depois desse pico, os números caíram em 2018 e 2019, e voltaram a subir em 2020. Desde então, só houve quedas.
Variações por regiões
A queda nacional nos homicídios também ocorreu nas cinco regiões do país.
- Sul: - 22% (passou de 3.935 mortes violentas em 2024 para 3.055 em 2025);
- Centro Oeste: - 18% (de 2.682 para 2.204);
- Norte: - 11% (de 4.304 para 3.829);
- Nordeste: - 10% (de 17.052 para 15.412);
- Sudeste: - 8% (de 10.401 para 9.586).
Considerando os estados, as maiores reduções foram em Mato Grosso do Sul (- 28%), Paraná e Rio Grande do Sul (- 24% em ambos os casos).
Por outro lado, Tocantins (17%), Rio Grande do Norte (14%) e Roraima (9%) registraram alta.
Bahia (3.900), Rio de Janeiro (3.581) e Pernambuco (3.023) lideram quando se considera o número absoluto de mortes violentas. Acre (204), Acre (179) e Roraima (139) tiveram os números mais baixos.
Recorde nos feminicídios em 2025
Já o número de feminicídios bateu recorde em 2025: foram 1.470 casos de janeiro a dezembro, conforme os dados do ministério. O total supera os 1.464 registros de 2024, a maior marca até então.
Foram ao menos quatro mulheres mortas por dia no ano passado.
Os números devem crescer mais, com os dados de dezembro de São Paulo e Paraíba, que ainda não foram atualizados na base do governo federal.
A tipificação de feminicídio foi criada em 2015. O crime ocorre quando uma mulher é assassinada pelo fato de ser mulher.
Naquele ano, ocorreram 535 mortes de mulheres nessa circunstância. Os dados apontam um crescimento de 316% em 10 anos.
Em 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma lei que aumentou as penas para quem comete feminicídios, que podem variar de 20 a 40 anos de prisão.