- Brasileira de 35 anos mata filha de quatro anos e se suicida em Houston, após audiência judicial desfavorável à mãe.
- Cibelle Kubala deveria entregar a filha ao ex-marido, mas a menina não chegou a ser levada para casa conforme previsto.
- Crime ocorreu na residência onde Cibelle morava, com marido e babá presente, que iniciaram primeiros socorros.
- Audiência judicial determinou que Vivian viveria com o pai, com autoridade exclusiva sobre educação e saúde da menina.
- Família do pai lamenta morte da menina, afirmando que Aaron seguiu as determinações judiciais durante a disputa.
Uma brasileira de 35 anos matou a filha, de quatro anos, e morreu após o crime em Houston, no Texas, nos Estados Unidos, na terça-feira (29). O caso aconteceu horas depois de uma audiência judicial que determinou mudanças na guarda da criança.
Cibelle Kubala deveria entregar a filha, Vivian, ao pai da menina, o americano Aaron Savella, na noite de terça-feira. Segundo a polícia, o crime aconteceu na residência onde Cibelle morava. De acordo com o tenente Larry Crowson, da Polícia de Houston, o caso ocorreu pouco depois da audiência de guarda, que teria sido desfavorável à mãe.
“Houve uma audiência de guarda mais cedo hoje que não foi bem para a mãe. Ela chegou em casa, atirou na criança de quatro anos e depois atirou em si mesma”, afirmou o policial à emissora ABC13.
Vivian morreu no local. Cibelle foi socorrida e levada para um hospital, mas morreu no dia seguinte. Aaron aguardava o retorno da filha para casa após a decisão judicial. Segundo familiares, a menina não chegou a ser entregue ao pai naquela noite, como estava previsto.
O atual marido de Cibelle, Greg Kubala, e uma babá estavam na residência no momento do crime. Segundo a polícia, não há indícios de que os dois tenham participado dos disparos. Eles teriam subido as escadas e iniciado os primeiros socorros na criança e na mãe até a chegada das equipes de emergência.
Disputa pela guarda
Cibelle e Aaron se separaram em novembro de 2022, após quatro anos de relacionamento. A separação deu início a uma longa disputa judicial pela guarda da filha.
Segundo familiares ouvidos pelo UOL, Cibelle era dedicada aos cuidados com Vivian, mas teria enfrentado conflitos com o ex-marido durante a disputa judicial.
Uma das decisões recentes teria estabelecido restrições à comunicação entre mãe e filha. Conforme relatado por familiares, Cibelle foi proibida de falar em português com Vivian sem a presença de um supervisor que compreendesse o idioma.
A mesma decisão também teria limitado a participação da brasileira em atividades escolares e extracurriculares da filha, além de estabelecer obrigações financeiras relacionadas à pensão e a despesas médicas.
Na terça-feira, Cibelle e Aaron participaram de uma audiência diante da juíza Lawton-Evans, às 9h30. A magistrada determinou que Vivian passaria a viver principalmente com o pai, que também teria autoridade exclusiva sobre decisões relacionadas à educação, aos cuidados médicos e ao tratamento de saúde mental da menina.
Família do pai lamenta morte da menina
Familiares de Aaron afirmaram estar devastados com a morte de Vivian. Em declaração divulgada pelos advogados do pai, a família disse que a menina era “amada sem limites” e que Aaron havia seguido as determinações judiciais durante a disputa pela guarda.
A advogada de Aaron, Charlotte Rainwater, também afirmou à emissora KHOU que nunca havia presenciado um caso semelhante em quase três décadas de atuação na área de direito de família.
Cibelle e Aaron se casaram em 2020, segundo uma publicação nas redes sociais. O divórcio foi finalizado em 2024, após a separação em 2022. Durante a disputa, os dois chegaram a solicitar medidas protetivas um contra o outro.