- Juíza da Paraíba determina prisão preventiva de pai e mãe acusados de matar bebê de 23 dias em Patos.
- Criança foi encontrada sem vida após 24 facadas, com perfurações em todo corpo, exceto membros inferiores.
- Pais mantiveram versões contrárias sobre autoria do crime, enquanto investigação busca esclarecer responsabilidades.
- Crime ocorreu na manhã de quarta-feira (14), após mãe gritar em público que companheiro teria matado o filho.
- Perito afirma que bebê agonizou após os golpes, e ambos podem responder por homicídio qualificado.
A Justiça da Paraíba converteu em preventiva as prisões de Marcos Gabriel Santos Pacheco e Mirelly Laila Lucena, pai e mãe suspeitos de assassinar o próprio filho, um bebê de 23 dias, com 24 facadas, na cidade de Patos. O crime aconteceu na manhã de quarta-feira (14).
A juíza Vanessa Moura Pereira de Cavalcante, responsável pela audiência de custódia, classificou o caso como um crime de “brutal violência”. “Tais peculiaridades evidenciam reprovabilidade excepcional decorrente do próprio modus operandi”, escreveu na decisão.
O CRIME
O bebê foi encontrado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), acionado pela Polícia Militar, em cima de uma cama e já sem sinais vitais.
Segundo a Polícia Civil, a mãe foi vista com as mãos, o rosto e as roupas ensanguentados, gritando em via pública que o companheiro havia matado o filho. Já o pai foi encontrado pela Polícia Militar em um beco próximo, sem camisa, pedindo socorro e atribuindo à mãe a autoria dos golpes.
Em depoimento à Polícia Civil, após as prisões em flagrante, os dois mantiveram as versões de que o outro teria cometido o crime. A investigação busca esclarecer a participação de cada um no caso.
Segundo o superintendente regional do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), Breno Moreira, em entrevista à TV Meio Norte, as 24 perfurações estavam distribuídas por praticamente todo o corpo da criança. Apenas os membros inferiores foram preservados. Uma das facadas atingiu o coração.
Assista!
O perito do Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Patos, Dionísio Filho, afirmou que o bebê não morreu imediatamente após os golpes e agonizou antes de morrer.
Conforme a Polícia Civil, os pais estavam separados havia algum tempo, mas estiveram juntos na mesma residência no dia do crime. A mulher teria ido a Patos para retirar alguns móveis da casa, versão apresentada por ela em depoimento. Ela também teria outro relacionamento com uma pessoa de São Bento, no Sertão da Paraíba.
Os dois podem responder por homicídio qualificado, e a investigação segue para esclarecer quem desferiu os golpes e se houve participação ou omissão de um dos pais.