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Casal entra por engano em rio e desaparece após caminhonete afundar em MS

As vítimas foram identificadas como Estela Tomazetto, de 48 anos, e João Luiz dos Santos, de 56 anos. Naturais do Paraná, os dois trabalhavam em uma fazenda da região.

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  • Polícia investiga acidente de caminhonete no Rio Ivinhema, entre Angélica e Nova Andradina, em Mato Grosso do Sul.
  • Casal de 48 e 56 anos, naturais do Paraná, pode ter entrado por engano em área de acesso ao rio, sem conhecer o local.
  • Corpo de Estela foi encontrado dentro da caminhonete, enquanto João Luiz continua desaparecido e as buscas seguem em andamento.
  • Imagens mostram tentativa de retorno do motorista após a entrada na água, mas a caminhonete afundou rapidamente.
  • Polícia não encontrou indícios de violência ou morte intencional, priorizando a hipótese de acidente por erro de percepção.
Casal entra por engano em rio e desaparece após caminhonete afundar em MS | Foto: Redes sociais/ Corpo de Bombeiros
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A Polícia Civil considera que a entrada de uma caminhonete no Rio Ivinhema, entre Angélica e Nova Andradina, em Mato Grosso do Sul, foi um acidente. Segundo o delegado Gustavo Oliveira, responsável pela investigação, não foram encontrados indícios de feminicídio ou suicídio.

A principal hipótese é que o casal tenha entrado por engano em uma área de acesso ao rio, sem conhecer as características do local. O acidente aconteceu na noite de domingo (1º). As vítimas foram identificadas como Estela Tomazetto, de 48 anos, e João Luiz dos Santos, de 56 anos. Naturais do Paraná, os dois trabalhavam em uma fazenda da região.

O corpo de Estela foi encontrado dentro da caminhonete, enquanto João Luiz continua desaparecido. As buscas pelo homem seguem em andamento nesta terça-feira (3).

Casal pode ter confundido rampa com trecho alagado de estrada

De acordo com o delegado, o casal não morava no condomínio fechado onde ocorreu o acidente, nem estava hospedado ou alugando algum imóvel na região. Por isso, a polícia acredita que a entrada no local tenha acontecido por engano. Outro fator que pode ter contribuído para a confusão é que vários trechos das estradas próximas estavam alagados. Em alguns pontos, a água chegava à altura das rodas de veículos altos, como caminhonetes.

A avaliação dos investigadores é que os ocupantes podem ter confundido a rampa de acesso ao rio com mais um trecho da estrada coberto pela água. A investigação também apura relatos de que os dois teriam passado o dia consumindo bebidas alcoólicas. Segundo o delegado, essa circunstância, somada às condições do local, pode ter prejudicado a percepção dos ocupantes.

A análise técnica das câmeras de segurança também reforçou a hipótese de acidente, conforme a Polícia Civil.

A caminhonete foi localizada cerca de seis metros de profundidade em rio de MS — Foto: Redes Sociais/ Corpo de Bombeiros

Imagens mostram tentativa de retornar

Segundo o delegado, as gravações mostram que, cerca de quatro segundos após a caminhonete entrar na água, o motorista acionou o freio e engatou a marcha à ré. A mudança pode ser percebida pelas luzes traseiras do veículo. Para a polícia, o movimento indica que o motorista percebeu o erro e tentou retornar, mas não conseguiu evitar que a caminhonete afundasse.

As imagens também mostram Estela sentada no banco do veículo e segurando a alça de segurança, normalmente utilizada pelos passageiros para se apoiar durante a passagem por obstáculos. De acordo com o delegado, não há sinais de que ela estivesse sendo segurada por outra pessoa, envolvida em uma discussão ou sendo forçada a permanecer no veículo.

Os gritos de socorro ouvidos nas gravações teriam começado somente depois que a caminhonete entrou na água e começou a afundar.

Caminhonete afundou em poucos segundos

Outro ponto analisado pela polícia foi a dificuldade de os ocupantes saírem da caminhonete antes que ela ficasse completamente submersa. Segundo o delegado, a rampa estava mais alagada do que o habitual, dificultando a identificação do declive acentuado. Além disso, em apenas quatro segundos após a entrada na água, o rio já havia invadido a cabine e coberto a porta.

Com a pressão da água, abrir as portas de um veículo submerso se torna muito difícil. A polícia também destaca que o local atinge aproximadamente seis metros de profundidade nos primeiros metros depois da rampa. A perícia das imagens não identificou nenhum momento em que os ocupantes tenham conseguido sair da caminhonete.

De acordo com a análise policial, a porta da caminhonete teria se aberto somente depois que o veículo já estava no fundo do rio. A suspeita é de que a pressão da água tenha provocado a abertura da porta e lançado uma das vítimas para fora. Essa pessoa ainda não foi localizada.

A força da correnteza também deslocou a caminhonete por aproximadamente 40 metros pelo fundo do Rio Ivinhema.

Imagem mostra caminhonete com duas pessoas caindo em rio de MS — Foto: Corpo de Bombeiros

Polícia não encontrou indícios de morte intencional

O delegado Gustavo Oliveira afirmou que a investigação não identificou histórico de violência entre o casal nem outros elementos que indiquem uma morte intencional. Até o momento, a principal linha de investigação é de que o episódio tenha sido um acidente provocado por um erro de percepção sobre as condições de acesso ao rio.

As equipes do Corpo de Bombeiros continuam as buscas por João Luiz dos Santos. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.

(Com informações do g1/MS)

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