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Caso Orelha: pais e tio de adolescentes são investigados por coagir testemunha, diz Polícia Civil

Três adultos teriam tentado intimidar vigilante que possuía material relevante para as investigações sobre a morte do cão comunitário

Cão Orelha | Foto: Reprodução/Redes Socias
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O caso do cachorro orelha que morreu após ser vítima de maus-tratos por quatro adolescentes ganhou um novo desdobramento. Ao todo três adultos estão sendo investigados por tentar coagir uma das testemunhas do caso.

A Polícia Civil indiciou os pais e um tio dos adolescentes. No entanto, até o momento a identidade dos suspeitos não foi divulgada. Um outro ponto é que os jovens são também apontados por tentar afogar um outro animal. 

COAÇÃO A TESTEMUNHA

A PC informou em coletiva à imprensa de que o crime de coação foi contra um vigilante de um condomínio que teria uma foto que poderia ajudar nas investigações. Não está claro se a corporação já teve acesso ao material, já que esse detalhe não foi exposto. 

No entanto, cerca de mil horas registradas em câmeras de segurança estão sendo registradas. O vigilante, por questão de segurança, foi afastado.  

De acordo com a  Polícia Civil, dois dos quatro adolescentes suspeitos estão em Florianópolis e foram alvos de uma operação na segunda-feira (26). Os outros dois estão nos Estados Unidos para "viagem pré-programada", mas devem retornar ainda nesta semana. Até o momento, ao todo 22 pessoas foram ouvidas durante o inquérito de coação.

ENTENDA O QUE ACONTECEU

O cão comunitário Orelha foi vítima de violência extrema no dia 4 de janeiro. No entanto, a PC só tomou conhecimento do caso alguns dias depois, no dia 16. A delegada Mardjoli Valcareggi, uma série de episódios registrados na mesma região e período, compilados com depoimentos de testemunhas, ajudaram a esclarecer a ocorrência e identificar os suspeitos.

O grupo também é suspeito de tentar afogar um outro cachorro no mar, o Caramelo. Devido aos graves ferimentos, o Orelha teve que passar por uma eutanásia.  

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