- Policia Civil busca testemunha que presenciou agressões contra Berenice Ramos, fundamental para investigação do desaparecimento.
- Testemunha teria tentado interromper espancamento, mas desistiu diante da violência, segundo relato não confirmado.
- Operação policial apreendeu armas, celulares e veículos, incluindo um suspeito de ter sido usado na ocultação do corpo.
- Localizar a testemunha é prioridade para esclarecer momentos que antecederam o desaparecimento da cozinheira.
- Corpo de Berenice ainda não foi encontrado, e investigações seguem em andamento com perícias e diligências.
A Polícia Civil concentra esforços para localizar uma testemunha considerada fundamental para o avanço das investigações sobre o desaparecimento da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos. Uma testemunha, teria presenciado as agressões sofridas pela vítima momentos antes de seu desaparecimento e pode ajudar a esclarecer a dinâmica do caso.
Segundo informações obtidas durante a investigação, a testemunha ainda não foi localizada oficialmente para prestar depoimento. Os investigadores acreditam que seu relato poderá confirmar ou descartar a versão apresentada sobre essa suposta agressão.
De acordo com essa denúncia, Berenice teria sido acusada, sem provas, de retirar mercadorias do estabelecimento onde trabalhava. A partir dessa suspeita, ela teria sido brutalmente agredida por Eliane Alves dos Santos, principal investigada no caso.
Ainda conforme o relato, a testemunha presenciou as agressões e chegou a tentar interromper o espancamento, mas teria desistido diante da violência da situação.
As informações, no entanto, ainda são investigadas pela Polícia Civil e não foram confirmadas oficialmente.
Relato descreve suposta tentativa de ocultação
A denúncia também aponta que, após as agressões, Berenice ficou gravemente ferida e desacordada. Em seguida, Eliane teria determinado para um homem, conhecido pelo apelido de "Ney", que seria sobrinho da investigada, conduzisse a vítima em uma caminhonete sob a justificativa de levá-la a um hospital.
Segundo a mesma versão, durante o trajeto o veículo teria sido interceptado por dois homens ainda não identificados. A cozinheira teria sido transferida para um carro vermelho, enquanto a caminhonete retornaria ao comércio para tentar aparentar que nada havia acontecido.
Essa narrativa faz parte das linhas de investigação e será confrontada com provas técnicas e depoimentos.
Operação policial reforçou investigação
Na última semana, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra Eliane Alves dos Santos.
Conforme o boletim de ocorrência da operação, ao chegarem à residência da investigada, os policiais perceberam que um aparelho celular utilizado por ela teria sido arremessado pela janela em direção a um terreno vizinho. Apesar das buscas, o telefone não foi encontrado.
Durante a ação foram apreendidos três armas de fogo, dois celulares, o passaporte da investigada e dois veículos que passaram a ser considerados importantes para a investigação.
Um dos automóveis foi apreendido após informações indicarem que poderia ter sido utilizado na ocultação do corpo ou no desaparecimento de Berenice. O outro chamou a atenção dos investigadores porque apresentava um reparo recente compatível, segundo o boletim de ocorrência, com um dano provocado por disparo de arma de fogo.
Todo o material recolhido será submetido à perícia.
Depoimento pode ser decisivo
Para os investigadores, localizar a testemunha identificada é uma das prioridades da investigação. A expectativa é que o depoimento possa esclarecer os momentos que antecederam o desaparecimento de Berenice, além de confirmar ou refutar a versão apresentada pela denúncia.
Enquanto isso, a Polícia Civil segue realizando diligências e perícias para reunir elementos que permitam reconstruir os fatos e identificar todos os envolvidos.
Até o momento, o corpo de Berenice Ramos de Aguiar Faria não foi localizado, e as investigações continuam em andamento.