- Corpo do empresário Marcelo Magalhães foi encontrado após sete dias de buscas em Carapicuíba.
- Investigação aponta que ele foi sequestrado, torturado e assassinado por pessoas conhecidas.
- Vídeos mostram empresário amarrado e suspeitos exibindo faca, confirmando parte do crime.
- Três homens foram presos e um suspeito continua foragido, sendo procurado pela polícia.
- Corpo será periciado para confirmar identidade e causa da morte, encerrando a investigação.
A Polícia Civil encontrou, nesta quarta-feira (23), o corpo do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, após sete dias de buscas em uma área de mata e às margens de um rio em Carapicuíba, na Grande São Paulo. A localização do cadáver encerra uma das etapas mais delicadas da investigação, que já apontava que o empresário havia sido sequestrado, mantido em cativeiro e assassinado.
As buscas mobilizaram equipes da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Guarda Civil Municipal, concentradas em uma região de mata fechada cortada por um rio. O trabalho foi intensificado após depoimentos dos suspeitos e o avanço das investigações, que indicavam que o corpo havia sido descartado no local.
Sequestro planejado por pessoas conhecidas
Marcelo desapareceu na noite de 16 de julho, depois de sair de casa. Segundo a investigação, ele foi atraído para uma emboscada organizada por pessoas conhecidas, levado para um cativeiro, torturado e morto.
Durante as investigações, policiais encontraram vídeos gravados pelos próprios criminosos. Em um deles, o empresário aparece amarrado sobre uma cama. Em outras imagens, um dos suspeitos exibe uma faca e faz referência ao sequestro e ao homicídio.
A polícia também apurou que a vítima foi obrigada a realizar transferências bancárias que totalizaram cerca de R$ 8 mil enquanto estava sob poder dos criminosos.
Prisões e suspeito foragido
Até o momento, três homens foram presos temporariamente por participação no crime. A investigação aponta que o mentor da ação seria um amigo de infância da vítima, motivado por desentendimentos financeiros.
Um quarto suspeito continua foragido e é procurado pela Polícia Civil.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi a participação da mãe de dois dos suspeitos. Ela procurou espontaneamente a polícia após ouvir um relato do filho sobre o crime e informou que um dos investigados havia confessado ter se envolvido em um "problemão". O depoimento foi considerado importante para o avanço das investigações.
Corpo passará por perícia
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por exames periciais que deverão confirmar oficialmente a identidade e apontar a causa da morte.
Com a localização da vítima, a Polícia Civil pretende concluir a reconstituição da dinâmica do crime, reunir os laudos periciais e finalizar o inquérito. Os investigados poderão responder por crimes como sequestro, extorsão mediante restrição da liberdade da vítima, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
As investigações seguem para localizar o quarto suspeito e esclarecer a participação de cada um dos envolvidos no assassinato do empresário.