Um homem identificado como Genario Ribeiro de Souza, de 54 anos, foi morto após reagir a uma invasão dentro da própria casa na noite desta terça-feira (31), em uma área rural de Igaratá, no interior de São Paulo. O caso foi registrado como latrocínio — roubo seguido de morte — e é investigado pela Polícia Civil.
De acordo com o relato da esposa, o criminoso invadiu a residência durante a noite e surpreendeu o casal. O ambiente estava escuro e a ação aconteceu de forma rápida. Em meio ao susto, houve luta corporal entre o invasor e o morador. Durante o confronto, o criminoso efetuou disparos de arma de fogo e atingiu a vítima.
Policiais militares foram acionados e, ao chegarem ao imóvel, encontraram o homem caído no chão com ferimentos provocados por tiros. Havia grande quantidade de sangue na sala e no quarto, além de marcas de disparos no interior da casa, o que reforça a violência da ação .
Mesmo após atirar, o criminoso permaneceu na residência por alguns minutos. Segundo a esposa da vítima, o comportamento dele chamou atenção pela frieza.
“Ele pegou o celular, conectou no Wi-Fi da casa e ainda abriu a geladeira para beber suco”, relatou.
Ainda conforme o depoimento, o suspeito roubou dois revólveres calibre .38 que estavam no local, além de dois celulares. Durante a ação, ele também fez ameaças, mencionando dinheiro e armas.
A mulher afirmou que não conseguiu identificar o autor, já que ele utilizava algum tipo de cobertura no rosto. Ela contou ainda que, dias antes do crime, percebeu a presença de um homem desconhecido nas proximidades da propriedade, o que levanta a suspeita de que o local possa ter sido observado previamente.
A perícia foi acionada e encontrou vestígios de disparos, além de uma munição de calibre .38 no imóvel. Também foram coletadas amostras em um copo possivelmente utilizado pelo criminoso, o que pode ajudar na identificação do autor. No local, havia ainda diversas munições de diferentes calibres, que foram apreendidas para investigação .
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Igaratá, responsável pela área, e segue em investigação. Até o momento, ninguém foi preso.