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Lucas Padula

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Homem mata esposa com tiro na cabeça durante discussão em São Bernardo

Polícia investiga mais um caso de feminicídio e tenta localizar o autor; Crime teria acontecido na frente de uma das filha da vítima

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  • Feminicídio é registrado em São Bernardo do Campo, com vítima de 38 anos e autor identificado como Sidnei Rosa Lopes, de 52 anos.
  • Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e o suspeito fugiu após o crime.
  • Estado de São Paulo registrou recorde de feminicídios no primeiro trimestre de 2026, com 86 casos.
  • Número de feminicídios aumentou 41% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Polícia procura pelo autor do feminicídio. | Foto: Reprodução/TV SBC

Mais um caso de feminicídio é registrado em São Bernardo do Campo, na região do Grande ABC. O caso aconteceu na noite desta sexta-feira (1º), no bairro Cooperativa. A vítima é Taís de Souza Lopes, de 38 anos e o autor seria o companheiro, identificado como Sidnei Rosa Lopes, de 52 anos

Informações apuradas pela Coluna do Padula dão conta de que a vítima estava na calçada na rua Igor Costa Nascimento, quando o autor teria pedido para que Taís entrasse para casa. A vítima teria dito que iria ficar do lado de fora conversando com as vizinhas e que nesse momento, Sidnei teria voltado e puxado a mulher pelo braço até o interior da residência. 

Taís teria questionado as atitudes de Sidney, antes de ser morta. Foto: Reprodução

Na casa, uma discussão acalorada foi iniciada e nesse momento, Taís teria questionado o autor sobre a atitude e então, subido onde fica os quartos da casa. Ainda segundo relatos, Sidney teria subido e efetuado um disparo na região da cabeça. 

Informações dão conta de que o casal tinha dois filhos, de 10 e de 13 anos, mas que no momento do crime, quem teria presenciado a ação foi a filha de 21 anos, fruto de um outro relacionamento. A mulher teria chamado o resgate para a mãe, após conseguir fugir da casa. 

O autor, após o disparo, teria fugido pelo telhado e segue sendo procurado pela polícia. Testemunhas relataram que a vítima já tinha sido impedida de fazer algumas coisas, como sair sozinha e conversar com outras pessoas. 

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP), informou que a Polícia Militar foram acionados para atender a ocorrência de disparo de arma de fogo e ao chegarem no local, encontraram a vítima caída no chão. 

Ainda segundo a nota, “o suspeito, de 52, companheiro da vítima, fugiu após o crime. O caso foi registrado como feminicídio no 3º Distrito Policial do município. As diligências prosseguem para localizar o homem e esclarecer os fatos”, completa a nota.

RECORDE DE FEMINICÍDIOS

O estado de São Paulo enfrenta um cenário alarmante de violência contra a mulher em 2026. Dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) apontam que o número de feminicídios bateu recorde no primeiro trimestre do ano, evidenciando um crescimento expressivo desse tipo de crime.

Entre janeiro e março deste ano, foram registrados 86 casos de feminicídio em todo o estado — o maior número já contabilizado para o período desde o início da série histórica, em 2012. O total representa um aumento de 41% em comparação com o mesmo trimestre de 2025, quando houve 61 ocorrências.

Os dados mostram uma escalada contínua ao longo dos meses:

  • Janeiro: 27 casos

  • Fevereiro: 29 casos

  • Março: 30 casos

No ano passado, o comportamento foi inverso, com queda gradual ao longo do trimestre. Já na comparação entre março de 2025 e março de 2026, o crescimento chega a quase 58%, reforçando o avanço da violência.

Tendência de alta preocupa autoridades

A análise da série histórica revela que os feminicídios vêm apresentando tendência de crescimento ao longo dos anos. Em 2018, foram 21 casos no primeiro trimestre. Desde então, os números oscilaram, mas atingiram novos patamares, culminando no recorde de 2026.

Em todo o ano de 2025, São Paulo já havia registrado 266 casos de feminicídio, o maior número anual desde o início da contabilização desse tipo de crime, iniciada em 2018.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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