- Wesley Souza Ribeiro, 31 anos, preso por matar Thalita de Arantes Lima, 41.
- Crime aconteceu em São José dos Campos e é investigado como feminicídio.
- Thalita foi encontrada morta com 13 golpes de faca, enrolada em um cobertor dentro da casa onde morava.
- Wesley simulou preocupação com o desaparecimento da vítima horas antes do corpo ser encontrado.
O homem preso por matar a motorista de ônibus Thalita de Arantes Lima, de 41 anos, em São José dos Campos, fingiu preocupação com o desaparecimento da vítima horas antes do corpo dela ser encontrado. Wesley Souza Ribeiro, de 31 anos, chegou a enviar mensagens e áudios para o filho de Thalita dizendo que estava procurando pela companheira, mesmo já tendo assassinado a mulher, segundo a investigação da Polícia Civil.
O crime aconteceu na zona leste de São José dos Campos e é investigado como feminicídio. O corpo da vítima foi encontrado na noite de segunda-feira (4), enrolado em um cobertor dentro da casa onde ela morava, no bairro Jardim Majestic. De acordo com a polícia, Thalita foi morta com 13 golpes de faca.
Em áudios obtidos pela reportagem, Wesley simulava preocupação e tentava convencer o filho da vítima de que não sabia onde ela estava.
“Acabei de chegar aqui em casa. A sua mãe passou por aqui. Trancou a porta do quarto. Eu não estou achando a chave agora, nem para pegar minhas coisas para tomar banho”, disse em uma das mensagens.
Em outro trecho, ele insinuou que Thalita poderia ter ido trabalhar. “Eu acho que ela foi trabalhar porque mexeu as roupa de uniforme dela que tava no varal, tá tudo sem tá no varal, entendeu?”, afirmou.
Wesley ainda pediu para que o filho avisasse caso tivesse notícias da mãe. “Aí você fica atento no celular e se ela ligar para você também, você me retorna aqui, tá?”, disse.
Em outra gravação, o suspeito afirmou que tentava contato com Thalita e que continuaria procurando por ela. “Pior que não. Mas ela passou lá. Só que eu já liguei um par de vezes, não aguento mais ligar. Pior que a mensagem chega, chama”, afirmou. OUÇA O ÁUDIO COMPLETO:
INVESTIGAÇÕES
Segundo o delegado Neimar Camargo Mendes, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de São José dos Campos, Wesley confessou o assassinato durante interrogatório nesta quarta-feira (6). Inicialmente, ele havia negado envolvimento no crime.
“Ontem, informalmente, ele teria negado totalmente a prática do feminicídio, porém hoje, durante o interrogatório, ele acabou confessando. Havia várias inconsistências no interrogatório dele de ontem”, afirmou o delegado.
A polícia informou que o corpo de Thalita foi encontrado já em avançado estado de decomposição e com marcas de sangue pelo imóvel. A investigação também descobriu que a vítima vivia um relacionamento abusivo e já havia denunciado Wesley anteriormente por agressões e ameaças.
Um boletim de ocorrência registrado no ano passado mostra que Thalita possuía medida protetiva contra o suspeito. Na denúncia, ela relatou episódios de violência, invasão de domicílio, agressões físicas e cárcere privado.
Wesley foi preso na noite desta terça-feira (5), na rodoviária de Aparecida, no Vale do Paraíba. Segundo a Polícia Civil, ele chegava de Resende, no Rio de Janeiro, quando foi localizado pelos investigadores. Contra ele já existia um mandado de prisão preventiva por descumprimento de medidas protetivas.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São José dos Campos. Até o momento, a defesa do suspeito não foi localizada.