O STF (Supremo Tribunal Federal) analisa com urgência, o pedido de medida protetiva feito pela esposa do deputado federal, Fernando Marangoni (Podemos), após a mulher alegar que o parlamentar a agrediu durante uma discussão dentro do apartamento do casal, que fica em Santo André, no Grande ABC. A Dr. Fabiana procurou a Delegacia da Mulher da cidade para pedir a medida protetiva e a saída do deputado do apartamento. O juiz da Vara de Violência Doméstica de Santo André, Alexandre Moron de Almeida, decidiu redistribuir o processo ao STF com urgência, pois o acusado exerce mandato de deputado federal. O caso teria acontecido na noite de terça-feira (31).
Na ocorrência registrada, Fabiana denunciou o parlamentar por violência doméstica após uma discussão no apartamento onde ambos ainda residiam, mesmo após o divórcio. Ela solicitou medida protetiva de urgência com base na Lei Maria da Penha e foi encaminhada ao Instituto Médico Legal para exame de corpo de delito. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o caso é investigado como violência doméstica. A vítima foi ouvida na unidade especializada, e foram requisitadas perícia no local e exames periciais para auxiliar na apuração dos fatos.
VERSÕES OPOSTAS SOBRE A AGRESSÃO
Em declaração pública, Fabiana confirmou que houve agressão física, mas contestou informações que circularam na imprensa:
“Olá, bom dia. Está saindo na imprensa que eu fui espancada, que o Fernando quebrou todo o nosso apartamento. Isso é mentira. Isso não aconteceu. Sim, nos desentendemos. Houve, sim, agressão física. Eu apenas quero que ele saia do apartamento. E eu peço a gentileza da imprensa que está levando mentira para as pessoas que retirem, porque serão processadas, tá bom? Muito obrigada e peço respeito.”
Assista:
Já o deputado negou as acusações e afirmou ser ele a vítima das agressões. Em nota oficial, declarou:
“Hoje pela manhã, fui surpreendido pelo noticiário que informava que eu havia agredido minha esposa. Isso não é verdade. Também não é verdade que fui levado à delegacia policial. O fato é que tivemos uma discussão pela manhã e minha esposa, com quem fui casado por 23 anos, me agrediu. Estamos divorciados há seis meses e morávamos no mesmo apartamento, em quartos separados, de comum acordo. Nunca desrespeitei nenhum direito de minha esposa e de qualquer outra mulher. Tenho um compromisso inquebrantável com os direitos das mulheres. Como deputado federal, fui, inclusive, relator de um projeto que aumenta a proteção à mulher, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Minha maior preocupação, agora, é com minha família; temos três filhas que amo acima de tudo e devemos, eu e Fabiana, muito respeito a elas. Estou certo de que recuperaremos a paz em nosso lar, em nome da família que construímos.”
Posteriormente, o deputado apareceu em um vídeo com alguns machucados alegando que não agrediu a mulher e que foi ele quem foi agredido. Veja:
CONTEXTO FAMILIAR
O casal manteve um relacionamento de mais de duas décadas e tem três filhas. Apesar do divórcio há cerca de seis meses, ambos continuavam morando no mesmo imóvel, em quartos separados — situação que, segundo os relatos, teria contribuído para o conflito. O caso segue em investigação e, até o momento, não há conclusão oficial sobre a dinâmica dos fatos.