A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (8), um homem de 21 anos suspeito de matar o jovem Yuri da Silva Soares, de 29 anos, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O crime, marcado por extrema violência, aconteceu no dia 22 de março, no bairro Jardim São José 2.
De acordo com as investigações, Yuri foi atraído para uma emboscada. O suspeito teria usado o celular da própria companheira para se passar por ela em mensagens e marcar um encontro com a vítima. No local combinado, o jovem foi baleado no rosto e, em seguida, teve o corpo colocado no banco traseiro de um carro, que foi incendiado na tentativa de ocultar o assassinato.
O corpo foi encontrado carbonizado dentro do veículo, na Rua João Gomes da Silva. Inicialmente, a identificação foi dificultada pelo estado em que a vítima foi encontrada, mas exames confirmaram a identidade e apontaram que Yuri já estava morto antes de o fogo ser iniciado. VEJA O MOMENTO QUE O CORPO FOI CARBONIZADO:
Segundo a Polícia Civil, o crime teria sido motivado por ciúmes. A companheira do suspeito relatou que manteve um relacionamento com Yuri enquanto o homem estava preso, acreditando que o namoro anterior havia terminado após receber uma carta de rompimento. No entanto, ao deixar a prisão, o suspeito retomou o relacionamento e, ao descobrir as mensagens trocadas entre os dois, passou a agir com violência.
“Ele me agrediu na frente da minha mãe e disse que iria me matar e também matar o Yuri”, contou a mulher em depoimento à polícia.
Com medo, ela deixou a cidade ainda na noite das ameaças e passou a viver sob constante temor. Abalada emocionalmente, afirmou que não consegue dormir e pediu justiça pelo caso.
Ainda conforme as investigações, o suspeito teria confessado o crime à própria mãe no dia seguinte ao assassinato. Ele foi localizado e preso no mesmo bairro onde o crime ocorreu, em uma ação da Delegacia de Homicídios com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM). VEJA QUANDO A VÍTIMA APARECE INDO PARA O LOCAL DO CRIME:
O homem possui antecedentes criminais por furto e porte de arma. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes do crime.