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Lucas Padula

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VÍDEO: Idosa é presa suspeita de “vender” netas a piloto preso por exploração sexual em SP

Ações aconteceram no Aeroporto de Congonhas e em Guararema

Plioto foi preso dentro da aeronave e a idosa em casa na região do Alto Tietê. | Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de São Paulo realizou, nesta segunda-feira (9), a Operação “Apertem os Cintos”, voltada ao desmantelamento de uma organização criminosa suspeita de atuar na exploração sexual de crianças e adolescentes. A ação é coordenada pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

A operação é fruto de uma investigação iniciada em outubro de 2025, que apura uma série de crimes graves, entre eles estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição, exploração sexual infantojuvenil, uso de documentos falsos, além da produção, armazenamento e comercialização de material de pornografia infantil. Também são investigadas práticas como aliciamento de menores, perseguição reiterada e coação durante o andamento do processo.

Durante a operação, os agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão contra quatro alvos e dois mandados de prisão temporária, autorizados pela Justiça. As diligências acontecem simultaneamente em diferentes pontos da capital paulista — incluindo o Aeroporto de Congonhas — e no município de Guararema, na Grande São Paulo. Ao todo, 32 policiais civis participam da ação, com o apoio de 14 viaturas.

QUEM SÃO OS PRESOS?

Até o momento, duas pessoas foram presas. Um piloto de avião, de 60 anos, foi detido dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas. Identificado como Sérgio Antonio Lopes, o piloto é investigado por crimes relacionados à exploração sexual e à pornografia infantil há pelo menos oito anos. De acordo com o DHPP, ele utilizava documentos falsos para se hospedar em motéis com menores de idade e também é suspeito de manter e negociar conteúdos ilegais envolvendo crianças e adolescentes.

Já uma mulher de 55 anos foi presa em Guararema. Segundo a Polícia Civil, ela teria recebido dinheiro para entregar as próprias netas, com idades entre 10, 12 e 14 anos (época dos abusos), ao piloto, que é apontado como um dos principais envolvidos no esquema criminoso.

A Polícia Civil informou ainda que novas prisões não estão descartadas, assim como a identificação de outras vítimas e integrantes do grupo, considerando o padrão de atuação desse tipo de organização e a quantidade de provas já obtidas, especialmente em meios digitais.

Segundo a corporação, a operação busca interromper imediatamente as atividades criminosas, garantir a proteção das vítimas, ampliar a identificação de responsáveis, preservar provas fundamentais e assegurar o avanço da investigação diante da gravidade e da complexidade do caso.

AS INVESTIGAÇÕES

O inquérito policial começou em outubro de 2025. Desde então, já foram identificadas três vítimas, com 11, 12 e 15 anos, todas submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual. Segundo a Polícia Civil, a rede criminosa estruturada era voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes.

São investigados crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.

As provas colhidas até o momento mostram que os crimes investigados integram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos.

A Polícia Civil ressalta que a operação tem por finalidade cessar imediatamente a atuação criminosa, resguardar a integridade física e psicológica das vítimas, identificar outros autores e vítimas, preservar provas essenciais e assegurar a efetividade da investigação diante da gravidade dos fatos apurados. E não descarta novas prisões e identificação de novas vítimas do esquema criminoso.

Os mandados foram deferidos pela Justiça em razão da robusta materialidade delitiva, dos fortes indícios de autoria, da gravidade concreta dos delitos, do elevado risco de reiteração criminosa e da possibilidade concreta de ocultação, destruição ou adulteração de provas, especialmente aquelas de natureza digital.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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