O corretor de imóveis Bruno Pianesso, suspeito de tentar matar a esposa a tiros, se entregou à polícia na manhã deste domingo (29), em Sorriso, município localizado a cerca de 420 km de Cuiabá, no Mato Grosso.
De acordo com as informações da investigação, após o crime, ele chegou a fugir levando o filho do casal, mas posteriormente deixou a criança na casa da avó e seguiu foragido até se apresentar às autoridades. O suspeito ainda deve ser ouvido pela Polícia Civil. Já a vítima segue internada, e até o momento não houve atualização oficial sobre o estado de saúde.
O caso aconteceu na noite de sexta-feira (27) e, segundo a polícia, o crime teria sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. Suspeito é CAC e tinha arsenal com mais de 3,7 mil munições
Durante as diligências, os policiais encontraram na residência do suspeito mais de 3,7 mil munições de diferentes calibres, além de um cofre. Parte do armamento já havia sido retirada da casa e deixada com um conhecido do suspeito. No local, foram apreendidos uma pistola, um rifle e uma espingarda.
Vítima foi baleada no peito e conseguiu dirigir até UPA
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os disparos são ouvidos. Logo depois, o suspeito aparece fugindo em alta velocidade em uma caminhonete.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher foi atingida no peito por um dos tiros, mas, mesmo ferida, conseguiu dirigir até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebeu os primeiros socorros.
A polícia informou que ela passou por cirurgia e, apesar da gravidade, não corre risco de morte.
Crime teria sido motivado por término do relacionamento
Ainda de acordo com a investigação, a vítima teria informado ao suspeito, ainda na manhã de sexta-feira, que não queria mais manter o relacionamento. Segundo o boletim, Bruno não aceitou o fim da relação e chegou a ameaçar a companheira, afirmando que, se ela não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém.
O caso foi registrado como:
• tentativa de homicídio doloso;
• tentativa de feminicídio;
• favorecimento pessoal.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil.