Na manhã desta quarta-feira (11), treze pessoas foram presas suspeitas de integrarem um grupo que comercializava de forma irregular canetas emagrecedoras na Bahia. Entre os presos está o dentista Gustavo Garrido Gesteira e uma médica. Também foram cumpridos mais 57 mandados de busca e apreensão nessas regiões e na capital de São Paulo.
Em Salvador, mandados foram cumpridos em uma loja em um empresarial no Caminho das Árvores, em uma farmácia em Ondina e em uma clínica localizada em um hospital também no Caminho das Árvores.
No apartamento onde os dois moravam foram apreendidos diversas canetas emagrecedoras. Segundo o delegado Thomas Galdino, diretor do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), o suspeito, que é apontado como o alvo principal da operação, foi preso. A mulher foi ouvida e liberada.
Lá foram encontradas diversas canetas emagrecedoras, diversas substâncias proibidas que são utilizadas para a produção e comercialização dessas canetas. Todo material foi apreendido, assim como o nosso alvo e a esposa foram conduzidos para mediadas judiciais cabíveis, disse.
Ele importa dos Estados Unidos, da Itália, traz de São Paulo, pega receita da esposa para conseguir esse material em clínicas de manipulação em São Paulo, e por isso nós demos mandados de busca e apreensão em uma clínica que já tinha sido alvo de uma operação da Polícia Federal, em São Paulo, em novembro de 2025, acrescentou.
QUEM SÃO OS PRESOS?
- Roberto Mesquita de Jesus;
- Cláudio Filipe Dias Ferreira;
- Magno Araújo Alves de Brito;
- Érica Fernandes Brito;
- Lorena Souza Almeida;
- Jessica Souza da Cunha;
- Andreia Cardoso de Jesus;
- Laís da Hora de Jesus;
- Iara Thainá Silva de Souza;
- Jasmine Silva Santos;
- Elder Neto de Jesus;
- Gustavo Garrido Gesteira;
- Emanuela Oliveira Olinda.
Durante a operação, foram apreendidos medicamentos, entre estes, uma substância proibida no Brasil, utilizada para diabetes tipo 2 e obesidade, de nome “Retatrutide”.
INVESTIGAÇÃO
A Operação Peptídeos apurou que os produtos eram vendidos principalmente pelas redes sociais e aplicativos de mensagens. Também foram identificados indícios de transporte e armazenamento sem controle sanitário adequado e a comercialização sem comunicação aos órgãos de vigilância sanitária.