- Maria Helena de Sousa Netto Costa foi liberada após permanecer detida por mais de 24 horas em Goiânia.
- A empresária é suspeita de participar de esquema de migração ilegal para os EUA e movimentou aproximadamente R$ 45 milhões.
- Maria Helena responderá ao processo em liberdade provisória, mas deverá usar tornozeleira eletrônica por 90 dias.
- Até o momento, 463 brasileiros foram identificados como clientes da organização criminosa.
A empresária Maria Helena de Sousa Netto Costa, presa suspeita de participação em um esquema de migração ilegal para os Estados Unidos, deixou a prisão após permanecer detida por mais de 24 horas, em Goiânia. Segundo as investigações, ela teria atuado na coordenação do grupo criminoso por cerca de duas décadas, movimentando aproximadamente R$ 45 milhões.
A defesa da empresária afirmou que a revogação da prisão preventiva demonstra que a medida era desnecessária e reforçou o pedido de respeito ao princípio da presunção de inocência.
Conforme decisão judicial, Maria Helena responderá ao processo em liberdade provisória e deverá cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica pelo período inicial de 90 dias.
Ela é sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela. A Polícia Federal informou que nem o governador nem sua esposa são investigados no caso. Em manifestação pública, Daniel Vilela declarou que os fatos apurados remontam aos anos 2000 e não possuem ligação com ele, sua família ou a administração estadual.
Outra investigada, Juliana Rosa Tomé Fróes, apontada como responsável pela captação de clientes e organização logística das viagens, também teve a prisão revogada. Assim como Maria Helena, ela deverá utilizar tornozeleira eletrônica por 90 dias.
Os advogados de Juliana sustentam que auxiliar brasileiros a se apresentarem às autoridades norte-americanas para solicitar asilo não caracteriza crime.
Já Valéria Divina de Macedo, identificada pela investigação como responsável pela parte financeira e logística do esquema, permanece presa.
Até o momento, ao menos 463 brasileiros foram identificados como clientes da organização criminosa. De acordo com as investigações, o esquema era formado por quatro grupos independentes que atuavam de maneira integrada, compartilhando operações financeiras, logística e estratégias de atuação.
Os investigados alvos da operação em Goiânia poderão responder por crimes como promoção de imigração ilegal, organização criminosa e lavagem de dinheiro.