- Lilmara Neto Oliveira, ex-consultora da Cacau Show, é suspeita de fraude e estelionato no Distrito Federal.
- A investigação aponta que Lilmara usou sua posição para desviar recursos e fraudar franqueados entre 2024 e outubro de 2025.
- Lucifátima Ferreira Barros Seabra, empresária da Cacau Show, denunciou a fraude e perdeu mais de R$190 mil em transferências.
- A suspeita usava uma rede de mentiras para justificar transferências e movimentações de mercadoria entre lojas.
A ex-consultora de negócios da rede Cacau Show, Lilmara Neto Oliveira, é suspeita de ter envolvimento em um esquema de fraude e estelionato que resultou em um dano de R$240 mil contra empresários no Distrito Federal.
Lilmara é investigada por supostamente ter utilizado sua posição de poder institucional para desviar recursos e fraudar a operação de franqueados do DF e do Entorno.
COMO AGIA A CONSULTORA?
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Lilmara gerenciava o administrativo e financeiro, atuando no fluxo de caixa e pagamentos. A ex-gerente teria usado a sua posição de autoridade que ocupava na loja para ganhar a confiança dos empresários e convencê-los a realizar transferências bancárias para terceiros e empresas que estariam ligadas a ela mesma.
Os golpes teriam tido início em 2024, mas a suspeita foi demitida da companhia em outubro de 2025. Em seguida, a ex-gerente desapareceu e os prejuízos ficaram em aberto.
DENÚNCIA MUDOU TUDO
O esquema fraudulento veio à tona a partir da denúncia da empresária Lucifátima Ferreira Barros Seabra, proprietária de uma franquia da Cacau Show em Samambaia. Ela denuncia ter perdido mais de R$190 mil em transferências realizadas sob orientação direta da então consultora.
A empresária alega que a então funcionária da Cacau Show para realizar as fraudes utilizava do poder corporativo que mantinha induzindo as vítimas ao erro.
A suspeita tinha autonomia para fiscalizar, acompanhar financeiramente os processos e intermediar mercadorias em grandes campanhas sazonais, como Páscoa e Natal. Segundo a denunciante, tais recursos eram utilizados para induzir pagamentos de insumos e taxas que fossem transferidos para contas bancárias de terceiros ou diretamente para suas contas pessoais.
REDE DE MENTIRAS
As investigações apontam que o esquema fraudulento era fundamentado em uma rede de mentiras em que a suspeita utilizaria para justificar as transferências e movimentações constantes de mercadoria.
O que se aponta é que a mulher usava do pretexto de abastecer a unidade de Samambaia para movimentar produtos de outras lojas justificando que as compras haviam sido feitas pela franqueada lesada.
Mas o que acontecia era que os Pix emitidos pelos fornecedores não eram utilizados para quitar transações legítimas e sim eram enviados de forma intencional direcionados para contas bancárias pertencentes a parentes e pessoas de extrema confiança da própria consultora.