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Entenda por que amigas que tiravam fotos em ciclofaixa são investigadas por homicídio no RS

Polícia apura se presença das mulheres em área exclusiva para bicicletas contribuiu para acidente fatal em Passo Fundo

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  • Duas mulheres são investigadas por homicídio culposo após morte de ciclista em Passo Fundo.
  • Ciclista Cleocir Jorge dos Santos, de 54 anos, morreu após colidir com as mulheres e ser atropelado por um carro.
  • Imagens mostram as mulheres caminhando pela ciclofaixa e utilizando celulares para fazer fotografias para redes sociais.
  • A delegada responsável pelo caso informou que as mulheres deverão prestar depoimento ainda neste mês.
Amigas param em ciclofaixa para tirar fotos e são investigadas por homicídio culposo | Foto: Reprodução
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Duas mulheres que estavam tirando fotos em uma ciclofaixa na cidade de Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul, passaram a ser investigadas por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, após a morte do ciclista Cleocir Jorge dos Santos, de 54 anos. O caso aconteceu na última quinta-feira (4), na Avenida Brasil Oeste, no bairro Boqueirão. Segundo a Polícia Civil (PC), o ciclista teria colidido contra as mulheres, caído na pista e, em seguida, sido atropelado por um carro.

De acordo com as investigações, Cleocir trafegava pela área destinada exclusivamente às bicicletas quando encontrou as duas mulheres caminhando e registrando imagens para as redes sociais. Com o impacto da colisão, ele perdeu o equilíbrio e caiu na via, sendo atingido por um veículo logo depois. O atropelamento não foi registrado pelas câmeras de segurança.

O que mostram as imagens

Imagens analisadas pela Polícia Civil (PC) mostram as duas mulheres chegando ao local em um carro branco, caminhando pela ciclofaixa e utilizando celulares para fazer fotografias. Conforme a investigação, elas teriam parado em um trecho da via destinado aos ciclistas para produzir conteúdo para redes sociais.

As identidades das investigadas não foram divulgadas. A polícia informou apenas que ambas moram em Carazinho, município vizinho a Passo Fundo. A delegada responsável pelo caso, Daniela de Oliveira Mineto, informou que as mulheres deverão prestar depoimento ainda neste mês, como parte do inquérito que apura as circunstâncias da morte.

Família cobra esclarecimentos

Familiares da vítima afirmam que situações de risco envolvendo pedestres em ciclovias eram frequentes. O sobrinho de Cleocir, Rafael Iarchescki, relatou que o ciclista costumava comentar sobre os problemas enfrentados durante os trajetos.

Ele sempre comentou que tinha problemas com pedestres na ciclovia. Um dia quase caiu, no outro quase atropelou. Era uma constante”, afirmou o familiar.

Em nota divulgada pelos advogados da família, os representantes jurídicos destacaram que a ciclofaixa não é destinada à circulação de pedestres e defenderam a apuração completa dos fatos. O texto também ressalta que o respeito às normas de trânsito é fundamental para evitar tragédias semelhantes.

Uso correto das ciclofaixas

Segundo a Prefeitura de Passo Fundo, o município possui mais de 37 quilômetros de malha cicloviária distribuídos entre avenidas e parques. Em alguns trechos, há separação entre áreas destinadas a ciclistas e pedestres. Já em locais mais antigos, essa divisão nem sempre existe ou é claramente sinalizada.

O secretário municipal de Segurança Pública, Tadeu Trindade, explicou que, nos trechos onde não há espaço compartilhado, a circulação de pedestres em ciclofaixas é proibida. 

Hoje temos ciclofaixas que são exclusivas para ciclistas, não pode ter pedestre ali. Nesses casos onde não tem caminhódromo, o pedestre precisa usar o passeio público”, afirmou.

Ciclista morre atropelado em Passo Fundo - Foto: Reprodução

Relembre o caso

Na tarde de 4 de junho, Cleocir Jorge dos Santos pedalava pela ciclofaixa da Avenida Brasil Oeste quando teria colidido contra duas mulheres que caminhavam no local. Com o choque, ele caiu na pista de rolamento e foi atropelado por um carro.

O ciclista não resistiu aos ferimentos e morreu. A partir da análise de novas imagens e dos elementos reunidos durante a investigação, as duas mulheres passaram da condição de testemunhas para investigadas por homicídio culposo. A polícia segue apurando a dinâmica do acidente e as responsabilidades de cada envolvido.

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