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Família descobre abuso sexual após menina se consultar com IA; suspeito é solto

Criança de 12 anos perguntou a Inteligência Artificial “se não estaria atrapalhando” o relacionamento do suspeito com a tia

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  • Homem de 23 anos é preso suspeito de abusar sexualmente de menina de 12 anos em São José dos Pinhais, Curitiba.
  • Caso foi descoberto após família da vítima desconfiar dos abusos por uma pergunta feita a um aplicativo de Inteligência Artificial (IA).
  • Investigações apontam que o suspeito era noivo da tia da vítima e os abusos iniciaram em dezembro de 2025, quando a menina tinha apenas 11 anos.
  • A denúncia foi feita pelo Ministério Público e solicitou a prisão preventiva do suspeito.
Menina é vítima de abusos | Foto: Reprodução
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Um homem, de 23 anos, foi preso suspeito de abusar sexualmente de 12 anos em São José dos Pinhais, em Curitiba.

 O caso foi descoberto após a família da menina desconfiar dos abusos por uma pergunta que a criança fez a um aplicativo de Inteligência Artificial (IA).

As investigações da Polícia Cívil apontam que o suspeito era noivo da tia da vítima. Os abusos teriam iniciado em dezembro de 2025 quando a menina ainda tinha apenas 11 anos.

COMO FOI DESCOBERTO?

A garota enviou uma mensagem para a IA perguntando se “não estaria atrapalhando o casamento da tia”.

O aplicativo disse à vítima que a responsabilidade em manter o respeito e a harmonia da família era do adulto.

Após a família encontrar as conversas também constatou uma mensagem enviada pelo suspeito à vítima, com teor sexual.

"Na hora, eu já confrontei ele. Ele me pediu para parar de fazer escândalo, que minha mãe ia acordar", relatou a tia da menina.

SUSPEITO SOLTO

O suspeito foi preso em flagrante, mas foi liberado após manifestação do Ministério Público.

"A despeito dos fortes indícios de autoria e materialidade da infração de estupro de vulnerável, não vislumbro, na espécie, periculum libertatis a justificar a manutenção da custódia do autuado. Isso porque não há indícios de se tratar de pessoa que causará abalo à ordem pública, caso deferida a liberdade. Ainda, não vislumbro perigo de que venha a se evadir do distrito da culpa, ou que possa tumultuar a instrução de futuro processo criminal, sendo que o mesmo não é reincidente", diz a decisão da Justiça.

Ao G1, o Ministério Público afirmou que denunciou o homem por estupro de vulnerável e solicitou a prisao preventiva.

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