Dois anos depois, em agosto de 2021, Luiz Felipe foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. A sessão ocorreu no Fórum de Santos e durou pouco mais de 11 horas, tornando-se o primeiro júri híbrido da região, com parte das testemunhas sendo ouvidas de forma remota em razão da pandemia de covid-19. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime foi motivado por ciúmes e pela inconformidade do acusado com o fim do relacionamento. Os jurados acolheram a tese da acusação e reconheceram que Luiz Felipe praticou homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e por impossibilitar a defesa da vítima. A pena inicialmente fixada foi de 18 anos de prisão, mas o juiz reduziu dois anos em razão da confissão espontânea do réu, estabelecendo a condenação definitiva em 16 anos de reclusão.