- O goleiro Bruno Fernandes foi preso em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro.
- Ele foi condenado pelo assassinato de Eliza Samudio em 2013 e estava em liberdade condicional.
- A prisão ocorreu após descumprir regras da liberdade condicional, incluindo viagens sem autorização judicial.
- Ele foi preso sem resistência e encaminhado para a delegacia de Búzios.
O goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, foi preso no fim da noite de quinta-feira (7) em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O mandado de prisão havia sido expedido em 5 de março após a Vara de Execuções Penais entender que Bruno descumpriu regras da liberdade condicional.
Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, o ex-jogador:
- Viajou ao Acre sem autorização judicial;
- Não retornou ao regime semiaberto quando determinado;
- Deixou de atualizar o endereço por três anos;
- Descumpriu horários de recolhimento;
- Frequentou locais proibidos;
- Realizou outras viagens sem autorização da Justiça.
Viagem ao Acre motivou nova ordem de prisão
De acordo com as investigações, Bruno esteve no Acre em fevereiro para atuar pelo Vasco-AC. O Ministério Público também citou a presença do goleiro em eventos esportivos, incluindo uma ida ao Estádio do Maracanã, considerada incompatível com as condições impostas pela Justiça.
Crime teve repercussão nacional e internacional
Bruno foi preso originalmente em 2010 pelo homicídio de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador. Em 2013, ele foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelos crimes de:
- Homicídio;
- Ocultação de cadáver;
- Sequestro;
- Cárcere privado.
A investigação concluiu que Eliza foi assassinada após cobrar o reconhecimento de paternidade do filho que teve com o ex-atleta, Bruninho Samudio.
Prisão ocorreu sem resistência
Segundo a Polícia Militar, Bruno foi localizado no bairro Porto da Aldeia e não apresentou resistência durante a abordagem. Ele foi encaminhado inicialmente para a 125ª Delegacia de Polícia de São Pedro da Aldeia e, posteriormente, para a 127ª Delegacia de Polícia de Búzios, responsável pelos procedimentos legais.
De acordo com o 25º BPM de Cabo Frio, a prisão foi resultado de um trabalho conjunto entre os setores de inteligência da Polícia Militar do Rio de Janeiro e da Polícia Militar de Minas Gerais.