- Polícia Civil do DF deflagrou operação contra grupo planejando ataque com explosivos a prédio de debate presidencial.
- Investigação começou após relatório do CiberLab e revelou comunicações sobre invasão de prédios e formação tática.
- Foram cumpridos oito mandados em cinco estados, apreendendo armas, facas e materiais ligados a grupos extremistas.
- Integrantes podem responder por associação criminosa, incitação ao crime e delitos antirracistas, mas não será enquadrado como terrorismo.
- Material apreendido será analisado para identificar novos envolvidos e verificar estágio dos planos criminosos.
A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, nesta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida contra um grupo investigado por planejar um ataque com explosivos ao prédio onde seria realizado um debate presidencial durante as eleições deste ano. A investigação teve início após um relatório do CiberLab (Laboratório de Operações Cibernéticas).
Segundo a polícia, comunicações interceptadas revelaram referências a ações planejadas para o período eleitoral. Entre elas estavam discussões sobre invasão de prédios, escolha de alvos, formação tática, recrutamento de integrantes em diferentes estados, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios em Brasília.
As investigações também identificaram o compartilhamento de manuais para fabricação de artefatos explosivos entre integrantes do grupo.
Operação em cinco estados
Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Durante as diligências, os policiais apreenderam armas de fogo, facas, canivetes e anotações com referências ao nazismo e a grupos extremistas racistas, além de um chapéu semelhante ao utilizado pela Ku Klux Klan.
Investigação continua
Os investigados poderão responder por associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo. Até o momento, segundo a Polícia Civil, o caso não será enquadrado na Lei Antiterrorismo.
A corporação informou que o material apreendido será analisado para identificar possíveis novos envolvidos e verificar o estágio de desenvolvimento dos planos mencionados nas comunicações interceptadas.