- Engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, morreu após ser agredido e roubado por grupo de homens em Santos.
- Agressão foi transmitida ao vivo em rede social, com suspeitos exigindo celular e ameaçando vítima antes de atacá-la.
- Policia Civil investiga caso e analisa imagens para identificar suspeitos e esclarecer circunstâncias do crime.
- Banda Esquerdantina lamenta morte de Marcelo e repudia violência motivada por intolerância e homofobia.
- Vítima foi encontrada desacordada na esquina e levada para hospital após ser socorrida por equipes de emergência.
O engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, morreu após ser agredido e roubado por um grupo de homens em Santos, no litoral de São Paulo. O crime aconteceu na madrugada de sábado (24), depois que a vítima se afastou de um evento em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A agressão foi transmitida ao vivo pelos próprios suspeitos em uma rede social.
Segundo informações, Marcelo participava de uma apresentação da Banda Esquerdantina quando saiu para ir ao banheiro. Durante o trajeto, foi abordado por pelo menos sete homens, que exigiram seus pertences e o agrediram.
A família confirmou a morte encefálica do engenheiro. De acordo com o pai, Marcelo Rodrigues da Rocha, a confirmação ocorreu após o resultado de um exame divulgado por volta das 17h de segunda-feira (26).
Agressão foi transmitida ao vivo
Imagens registradas pelos próprios envolvidos mostram parte da abordagem e da agressão. A transmissão era acompanhada por dezenas de pessoas no TikTok.
Durante o vídeo, um dos suspeitos ameaça Marcelo e exige que ele entregue o celular.
“É o seguinte, parceiro. Só manda o telefone para nós não te matar”, afirma um dos homens.
Em seguida, a vítima tenta responder e pede que os agressores esperem. Logo depois, recebe um soco, cai no chão e tem os pertences roubados.
Ao perceber que Marcelo estava desacordado, um dos envolvidos comenta: “Vish, nossa. Dormiu, louco”.
Outras pessoas também aparecem participando da transmissão ao vivo, dividindo a tela com o responsável pela gravação.
A Polícia Civil trabalha para identificar os envolvidos e esclarecer as circunstâncias do crime. A motivação da agressão ainda não foi determinada.
Polícia analisa imagens para identificar suspeitos
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso está sob investigação do 4º Distrito Policial de Santos.
“Equipes da unidade analisam as imagens divulgadas e trabalham em busca de câmeras de monitoramento e outros elementos que auxiliem na identificação e prisão dos autores, bem como no esclarecimento dos fatos”, informou a secretaria.
De acordo com o boletim de ocorrência, Marcelo foi agredido por vários indivíduos, que roubaram seu celular e outros objetos pessoais.
Testemunhas relataram que os amigos começaram a procurar o engenheiro após perceberem sua demora para retornar ao evento. Ele foi encontrado desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou a vítima à Santa Casa de Santos, onde permaneceu internada. Posteriormente, Marcelo foi transferido para o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A Polícia Militar também foi chamada, mas o engenheiro já havia sido socorrido quando os agentes chegaram ao local.
Grupo que organizou evento cobra justiça
Em nota, a Banda Esquerdantina lamentou a morte de Marcelo e pediu a identificação e punição dos responsáveis pela agressão.
O grupo confirmou que o engenheiro foi atacado e deixado inconsciente nas proximidades do evento, onde recebeu atendimento de emergência.
A organização também manifestou repúdio à homofobia e à violência motivada por intolerância, embora a polícia ainda não tenha confirmado o que levou os suspeitos a cometer o crime.
“Manifestamos nossa solidariedade à vítima e seus familiares, bem como nosso firme repúdio à homofobia, alertando para os riscos que todos corremos ao naturalizar, proteger ou promover o ódio como método de intimidação política”, declarou o grupo.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e determinar as circunstâncias da morte do engenheiro.