- Wagno Arezi Henika, de 40 anos, é acusado de feminicídio contra ex-enteada de 14 anos, morta com golpes de faca e martelo.
- O crime ocorreu em 17 de agosto, em decorrência de discussão por questões financeiras, segundo a denúncia do Ministério Público.
- A delegada Dieli Caumo informou que não houve vestígios de violência e que a morte foi causada pelas facadas durante uma discussão.
- Wagno mantinha relação paterna com a vítima desde que ela tinha um ano de idade, mesmo após a separação da mãe da adolescente.
- Alice Levandoski Nitz era descrita por familiares como inteligente, talentosa e ligada à arte, segundo informações de pessoas próximas.
Wagno Arezi Henika, de 40 anos, se tornou réu pelo crime de feminicídio praticado contra a ex-enteada Alice Levandoski Nitz, de 14 anos, morta com golpes de faca e com o uso de martelo.
O QUE DIZ A DENÚNCIA?
O caso aconteceu em 17 de agosto e a morte da vítima estaria ligada a uma discussão por questões financeiras. O Ministério Público do Rio Grande do Sul apresentou na denúncia que o feminicídio ocorreu em âmbito de violência familiar, por motivo fútil e não dando direito de defesa a adolescente.
Wagno foi preso um dia após o crime e permanece à disposição da Justiça. A delegada do caso Dieli Caumo informou que não foram encontrados vestígios de violência e que a morte foi causada pelas facadas.
"Começou uma discussão e ele 'perdeu a cabeça', nas palavras dele", diz a delegada.
RELAÇÃO DE PAI E FILHA
As investigações apontam que o homem mantinha uma relação paterna com a vítima marcada por um controle e rigidez. Os envolvidos ainda tinham contato apesar da separação da mãe da adolescente do ex-padrasto.
Os dois moravam no mesmo bairro e Wagno mantinha-se como figura paterna da menina desde que ela tinha um ano de idade. Não foram constatados indícios de que o homem e a mãe da jovem viviam em uma relação violenta ou abusiva. Alice Levandoski Nitz foi descrita por pessoas próximas como inteligente, talentosa e ligada à arte.