Irmã de funcionário morto em hospital diz que família desconhecia ameaças

O crime foi motivado por ciúmes entre o criminoso e a vítima. O acusado invadiu o hospital, efetuou vários tiros contra o funcionário e em seguida o decapitou.

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O crime foi motivado por ciúmes entre o criminoso e a vítima. O acusado invadiu o hospital, efetuou vários tiros contra o funcionário e em seguida o decapitou. | Foto: Reprodução

A irmã de Francisco Mizael Souza da Silva, funcionário baleado e decapitado no Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza (CE), afirmou que a família desconhecia qualquer tipo de ameaça contra a vítima. Isso se dá, porque o acusado teria ameaçado o homem outras vezes por desconfiar de um possível relacionamento amoroso dele com a sua companheira. O crime ocorreu na manhã desta terça-feira (23) e foi motivado por ciúmes. 

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"A gente nunca soube que ele estava recebendo ameaças. Meu irmão não tinha problemas com ninguém e era muito alegre. Gostava de brincar com todo mundo. Se essa pessoa que era o pivô da situação teve algo com ele, foi em relacionamento de amizade e não passava disso. Se houve alguma coisa foi negligência do próprio estabelecimento que ele trabalhava", afirmou Francisca Escóssia, à TV Globo.

BRIGA POLÍTICA: O gestor da cidade de Fortaleza, prefeito José Sarto, lamentou o caso e criticou a atuação do governo do Ceará na segurança pública. Em contrapartida, o governador Elmano de Freitas rebateu as acusações. Francisca Escóssia ainda reforçou que não recebeu nenhuma ajuda tanto da prefeitura como também do Governo estadual. 

"Para minha família não estão dando nenhum apoio. Minha família está aqui. Eu estou tentando buscar através de vocês Justiça. Ninguém veio até nós. Disseram só que a polícia está resolvendo e que devemos esperar. Dei meu número de telefone e contato e não recebemos nenhuma ligação e orientação [...] A gente não vai deixar pra lá, a gente vai procurar a Justiça e os órgãos competentes para nos trazerem essa resposta e, principalmente, justiça pelo meu irmão, que deixou a mulher grávida e uma criança de seis anos", completou Francisca, que trabalha como secretária escolar.

Acusado de matar o funcionário foi preso horas depois | FOTO: Reprodução

A direção do hospital informou nesta quarta-feira (24) que, minutos após o crime, parentes dos funcionários terceirizados foram acolhidos pelas equipes de assistência do hospital e também pelos membros da gestão da unidade no decorrer do dia. Informam também que prestam atendimento psicológico aos demais funcionários abalados com a situação. O corpo de Mizael foi enterrado no fim da manhã desta quarta-feira (24) em Pacatuba, na Região Metropolitana.

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