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Jogador do São Paulo é solto após atropelar e matar idoso; polícia investiga possível racha

Nicolas Bosshardt, de 19 anos, responderá em liberdade. Testemunha afirma que atleta disputava corrida ilegal, versão negada por ele e por outros jogadores

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  • Nicolas Bosshardt, jogador do São Paulo, foi liberado em liberdade provisória após atropelar e matar um idoso em Alphaville.
  • A Justiça impôs medidas cautelares, incluindo comparecimento mensal em juízo e proibição de sair da cidade por mais de oito dias.
  • Policia investiga se o atleta participava de racha no momento do acidente, negado por ele e testemunhas.
  • Testemunha relatou alta velocidade e suspeita de corrida ilegal, mas motoristas negaram participação em racha.
  • São Paulo afirma que Nicolas não ingeriu álcool e estava com CNH regular, acompanhando o caso por meio do departamento jurídico.
O lateral Nicolas Bosshardt, de 19 anos, jogador das categorias de base do time do São Paulo | Foto: Reprodução/Redes Sociais
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O lateral Nicolas Bosshardt, de 19 anos, jogador do São Paulo, foi colocado em liberdade provisória nesta terça-feira (4), um dia após atropelar e matar um idoso de 84 anos em Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo. A Polícia Civil investiga se o atleta participava de um racha no momento do acidente, hipótese negada por ele e por outras testemunhas ligadas ao jogador.

Segundo o Tribunal de Justiça, Nicolas passou por audiência de custódia e responderá ao processo em liberdade, mediante o cumprimento de medidas cautelares.

Justiça impõe medidas cautelares

Entre as determinações estão o comparecimento mensal em juízo para informar suas atividades, a obrigação de manter o endereço atualizado e a proibição de deixar a cidade onde mora por mais de oito dias sem autorização judicial.

A Justiça também suspendeu o direito de dirigir, ou de obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), caso ainda não a possua, até nova decisão.

Polícia apura possível racha

De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada como participação em corrida ilegal ("racha") após o atropelamento que resultou na morte de Paulo Rodrigues, de 84 anos.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima atravessava a Alameda Rio Negro, em frente ao Shopping Iguatemi Alphaville, por volta das 21h53, quando foi atingida por uma BMW conduzida por Nicolas.

O idoso chegou a ser socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas morreu após dar entrada em um hospital da região.

Testemunha cita alta velocidade

Conforme o boletim de ocorrência, uma testemunha relatou que viu uma BMW e um Honda Civic branco trafegando em alta velocidade pela Alameda Rio Negro momentos antes do acidente.

Após encontrar a vítima caída, ela questionou os motoristas sobre a velocidade e se eles disputavam um racha.

Segundo o depoimento, os condutores admitiram que trafegavam em alta velocidade, mas afirmaram que já haviam reduzido a velocidade no trecho onde ocorreu o atropelamento e negaram que estivessem disputando corrida ilegal naquele momento.

O veículo de Nicolas e seu telefone celular foram apreendidos para perícia.

versão dos Jogadores envolvidos

O boletim também reúne os depoimentos dos jogadores Ryan Francisco e Igor Teixeira Felisberto, que estavam com Nicolas após um jantar no restaurante Rascal, no Shopping Iguatemi Alphaville.

Os três negaram qualquer participação em racha.

Nicolas afirmou ainda que ninguém havia ingerido bebida alcoólica antes de deixar o restaurante e disse possuir um aplicativo que registra o trajeto e a velocidade do veículo. Segundo ele, o sistema apontava que a BMW trafegava a 50 km/h no momento do atropelamento.

A Polícia Civil segue investigando a dinâmica do acidente.

O que diz o São Paulo

Em nota, o São Paulo informou que acompanha o caso por meio de seu departamento jurídico e afirmou que Nicolas permaneceu no local após o acidente, prestando assistência à vítima e acionando o serviço de resgate.

O clube também declarou que o atleta compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos e destacou que foi constatado que ele não havia ingerido bebida alcoólica e possuía Carteira Nacional de Habilitação regular.

"O São Paulo Futebol Clube lamenta profundamente o ocorrido e presta sua solidariedade aos familiares da vítima neste momento de dor e consternação. O Clube seguirá acompanhando o caso por meio de seu departamento jurídico", afirmou a equipe.

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