Um jovem foi presa, na manhã desta quarta-feira (15), investigada por arquitetar um plano para matar o próprio namorado, Adenilson Ferreira Parente, com açaí envenenado. O crime ocorreu em fevereiro deste ano.
A mulher, identificada como Larissa de Souza Batista, foi encontrada em um hotel em Ribeirão Preto (SP). Ela era considerada foragida desde segunda-feira (13), quando a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva.
Jéssica Nozé, advogada da acusada, afirmou que não havia necessidade da prisão, já que, segundo ela, a cliente colaborou com as investigações. Durante as apurações, Larissa negou envolvimento no envenenamento.
A prisão é uma segregação cautelar, uma medida de urgência, de alta necessidade. Aqui, a alta necessidade teria acontecido quando dos fatos, que foi em 2 de fevereiro. Aqui, a gente já está em 15 de abril. São mais de dois meses desde que os fatos aconteceram. Em todo esse momento, a Larissa foi colaborativa, foi até a delegacia antes mesmo de ser intimada, teve busca e apreensão mesmo sem ouvi-la e sem pedir dados dela. O celular, ela teria entregue à polícia se houvessem pedido, mas não foi. Ela foi depois ser ouvida formalmente, retornou à delegacia para buscar o celular, tudo isso com vontade, diz a defesa.
INVESTIGAÇÃO
A Polícia Civil e o MP concluíram que Larissa somente não conseguiu matar o namorado por circunstâncias que fugiram ao controle dela.
Anteriormente, quando Larissa já tinha sido indiciada, laudos confirmaram a presença de chumbinho no copo de açaí consumido pela vítima em fevereiro deste ano. Adenilson chegou a ser hospitalizado, sobreviveu e, durante as investigações, ainda acreditava na inocência da namorada.
Segundo a Polícia Civil, ela "resetou" o celular dias depois do envenenamento, em fevereiro.