Os dois suspeitos de matarem o ciclista Vitor Medrado próximo ao Parque do Povo, em São Paulo, durante um assalto foram condenados a mais de 20 anos por latrocínio. O caso aconteceu em fevereiro de 2025 e gerou repercussão nacional.
A condenação foi determinada pela 30ª Vara Criminal da capital paulista. O juiz do caso, Marcus Alexandre Manhães Bastos considerou que o crime foi praticado com crueldade e por motivo fútil. “Poucas vezes vi tamanha incapacidade de sentir respeito à vida humana como neste caso, em que aos acusados pouco importava a morte de alguém”, escreveu.
Segundo a sentença, um dos réus foi condenado a 28 anos de prisão. O outro recebeu pena de 22 anos, 2 meses e 20 dias por confessar o crime. Ambos cumprirão pena em regime inicial fechado, e ainda cabe recurso.
Os acusados ainda podem entrar com recurso e contestar a decisão. Eles também foram condenados a pagar R$200 mil cada um à viúva da vítima, por danos morais.
RELEMBRE O CASO
Em fevereiro de 2025, Victor Medrado pedalava próximo ao Parque do Povo quando foi baleado por dois homens em uma moto. Os autores do crime foram identificados como Jeferson de Souza Jesus e Erik Benedito. Em poucos segundos, o atleta foi morto sem direito a reação.
As investigações apontam que Jeferson de Souza Jesus, conhecido como "Gordo de Paraisópolis", estava pilotando a moto acompanhado de seu comparsa Erik Benedito Veríssimo, que estava na garupa e atirou no pescoço da vítima. Em seguida, pegou o telefone de Vitor do chão, e a dupla fugiu.
A Polícia Civil identificou os dois réus a partir da análise das imagens das câmeras de monitoramento espalhadas pela cidade. Elas indicaram o caminho que os criminosos fizeram até Paraisópolis, comunidade da Zona Sul.
“O vídeo revela contexto em que, provavelmente, sequer anunciaram assalto. É muito rápido o movimento de aproximação e a queda do acusado, que, aparentemente sequer levanta os olhos do celular para mirá-los. Sua cabeça permanece abaixada. Eles se aproximaram e simplesmente efetuaram o disparo para em seguida, sem nenhum risco de oposição ou resistência, pegar seu celular”, afirmou o magistrado do caso.