SEÇÕES

Justiça de SP autoriza exumação de corpo de soldado da PM encontrada morta com tiro na cabeça

Perícia vai reavaliar morte suspeita de soldado da PM em São Paulo após família contestar versão inicial

Gisele Alves Santana, soldado da Polícia Militar, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto | Foto: Reprodução
Siga-nos no

A Justiça de São Paulo atendeu a pedidos da Polícia Civil e do Ministério Público (MP) e determinou a exumação do corpo de Gisele Alves Santana, de 32 anos, soldado da Polícia Militar, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, no Brás, região central da capital.

A retirada dos restos mortais será realizada pelo Instituto Médico Legal (IML) nesta sexta-feira (6), e uma nova perícia está prevista para começar no sábado (7). O caso segue sob investigação do 8º Distrito Policial, que classifica a morte como suspeita.

o caso

Inicialmente registrada como suicídio, a morte de Gisele passou a ser questionada após familiares relatarem à polícia que a soldado sofria violência psicológica por parte do marido. O casal vivia junto desde 2024, e a filha de Gisele, de sete anos, não estava no apartamento no momento do disparo.

Em depoimento, Geraldo afirmou que discutiu com a esposa sobre o desejo de separação. Segundo ele, foi tomar banho e, cerca de um minuto depois, ouviu o disparo. Ao abrir a porta, encontrou Gisele caída na sala, sangrando na cabeça, segurando uma arma que seria dele.

Gisele Alves Santana era policial militar | Foto: Arquivo pessoal 

A família da vítima contesta a versão de suicídio, afirmando que o relacionamento era tóxico, com restrições impostas por Geraldo sobre roupas, perfumes e atividades da esposa, incluindo idas à academia.

Novos indícios da investigação

A perícia da Polícia Técnico-Científica identificou sangue no box do banheiro, ainda não identificado, local onde Geraldo disse ter ido tomar banho antes do disparo. O laudo necroscópico apontou que o tiro que matou Gisele foi disparado com o cano da arma encostado na lateral direita da cabeça.

O exame residuográfico, que detecta resíduos de pólvora, deu negativo tanto para as mãos de Gisele quanto para as de Geraldo. Outras análises seguem em andamento para determinar quem acionou o gatilho.

Medidas da Polícia Militar

Após o ocorrido, Geraldo solicitou afastamento de suas funções na corporação, atendido pela PM. Até o momento, ele não é considerado investigado, e a defesa dele ainda não se pronunciou sobre o caso.

A investigação ainda avalia o contexto das discussões entre o casal, incluindo boatos na Corregedoria da PM sobre supostas relações extraconjugais do coronel, que teriam motivado ciúmes de Gisele. O casal chegou a dormir em quartos separados, e a arma do militar era guardada em um armário de um dos quartos.

Tópicos
Carregue mais
Veja Também