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Justiça decreta prisão preventiva de três suspeitos após morte de jovem em salto de rope jump em SP

A vítima foi lançada da estrutura sem a confirmação de que todos os equipamentos estavam corretamente instalados.

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  • A Justiça de São Paulo determinou a prisão preventiva dos três homens investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.
  • A jovem morreu após ser lançada de uma altura de 40 metros sem estar conectada ao sistema de segurança em Limeira, interior paulista.
  • Investigação aponta que os responsáveis pela atividade deixaram de adotar procedimentos básicos de segurança antes do salto.
  • Eles foram autuados em flagrante por homicídio com dolo eventual e permanecem presos preventivamente.
Jovem ser lançada sem corda em rope jump | Foto: Instagram e Redes sociais
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A Justiça de São Paulo determinou a prisão preventiva dos três homens investigados pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior paulista. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na manhã deste domingo (14).

A jovem morreu após ser lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar devidamente conectada ao sistema de segurança utilizado na atividade. Conforme as investigações, ela foi impulsionada da ponte sem que a corda responsável por conter a queda estivesse presa ao seu equipamento.

Imagens registradas por pessoas que acompanhavam a atividade mostram o momento do salto. Logo após a jovem ser lançada, testemunhas percebem que ela não estava conectada ao cabo de segurança e começam a gritar, alertando para a falha.

Pessoas que estavam no local tentaram prestar os primeiros socorros e realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar até a chegada de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços, a vítima não resistiu aos ferimentos provocados pelo impacto e teve a morte constatada ainda no local. O corpo foi velado na manhã deste domingo no Cemitério Municipal de Jandira, na Grande São Paulo.

Investigação aponta dolo eventual

De acordo com a Polícia Civil, os elementos apurados até o momento indicam que os responsáveis pela atividade deixaram de adotar procedimentos básicos de segurança antes do salto. A vítima foi lançada da estrutura sem a confirmação de que todos os equipamentos estavam corretamente instalados.

O boletim de ocorrência relata que, ao chegarem ao local, os policiais encontraram dois homens próximos à vítima. Enquanto parte da equipe auxiliava o atendimento da ocorrência, os suspeitos deixaram a área e correram em direção a uma região de mata.

Diante da fuga, a corporação mobilizou reforço policial e contou com o apoio de um helicóptero da Polícia Militar para localizar os envolvidos.

Para os investigadores, há indícios de que os suspeitos assumiram o risco de provocar o resultado fatal ao negligenciarem medidas indispensáveis para a realização da atividade. A polícia também destacou que a ponte possui histórico de acidentes graves, incluindo registros anteriores de mortes.

Os três homens foram autuados em flagrante por homicídio com dolo eventual, modalidade em que a pessoa não deseja diretamente a morte da vítima, mas assume o risco de que ela ocorra.

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