A Justiça do Rio de Janeiro determinou a liberdade da turista argentina, Agostina Páez, suspeita de injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, zona Sul do Rio.
A decisão veio apenas poucas horas depois que a mulher foi detida em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste do Rio.
Apesar da decisão confirmada pela Justiça, até as 19h10, o oficial de Justiça não havia chegado à 11ª DP (Rocinha), e a argentina foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML), para fazer exame de corpo de delito antes de ser transferida para o presídio de Benfica.
RELATO NAS REDES
A argentina publicou um vídeo nas redes sociais após repercussão do caso e do decreto de prisão preventiva afirmando estar em estado de medo.
“Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo ganhe repercussão”, disse. Ela pediu para não ser usada “como exemplo” e afirmou precisar de ajuda.
O QUE HOUVE
Agostina Páez, de 29 anos, que é influenciadora e advogada, foi filmada imitando gestos de macaco, ato considerado racista, para um atendente do Barzin Ipanema.
Com a repercussão, a polícia instaurou um inquérito. À polícia, ela declarou que não sabia que o gesto configurava crime no país e que se tratava de uma “brincadeira” direcionada às amigas.
A advogada teve o passaporte apreendido pela polícia e não pode retornar à Argentina enquanto a investigação judicial estiver em andamento. Ela também não pode deixar o país utilizando a carteira de identidade.