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Justiça pede 10 anos de prisão para acusado de obrigar esposa a transar com 120 homens

O homem é acusado de ter criado anúncios na internet, organizado e supervisionado os encontros. Ele responde por lenocídio, que é o ato de explorar a prostituição alheia para obter lucro.

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  • Promotora pede condenação de homem por explorar esposa e obrigá-la a prostituição.
  • Acusado é suspeito de criar anúncios na internet, organizar encontros e pressionar esposa a realizar atos sexuais on-line.
  • Julgamento ocorre em Härnösand, no norte da Suécia, e deve ser concluído nesta terça-feira (26).
  • Advogada da vítima solicita indenização de R$ 580 mil por danos morais.
Bandeiras da Suécia penduradas em fachada de prédio em Estocolmo | Foto: Unsplash/Cartist
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Uma promotora da Suécia pediu, nesta segunda-feira (25), a condenação de um homem de 62 anos a dez anos de prisão por explorar sexualmente a própria esposa e obrigá-la a manter relações pagas com cerca de 120 homens. O julgamento ocorre em Härnösand, no norte do país, e foi realizado em grande parte a portas fechadas.

Ministério Público aponta exploração “impiedosa”

A promotora Ida Annerstedt afirmou que o réu deve ser condenado por lenocínio qualificado — crime relacionado à exploração da prostituição para obtenção de lucro.

Os fatos tiveram uma magnitude considerável, geraram lucros significativos e constituíram uma exploração impiedosa da denunciante, declarou.

Segundo a acusação, o homem:

  • criava anúncios na internet;
  • organizava os encontros;
  • supervisionava os programas;
  • pressionava a esposa a realizar atos sexuais on-line para atrair clientes.

Lei sueca criminaliza quem paga por serviços sexuais

De acordo com a legislação sueca, vender serviços sexuais não é crime, mas pagar por eles ou facilitar a prostituição é ilegal. A denúncia afirma que a mulher vivia em situação de vulnerabilidade. Além do crime de lenocínio qualificado, o réu também responde por oito acusações de estupro.

A advogada da vítima, Silvia Ingolfsdottir, solicitou uma indenização de 1,1 milhão de coroas suecas — cerca de R$ 580 mil.

Ele a tratou como um cartão bancário e a vendeu como se fosse uma mercadoria, afirmou ao canal estatal SVT.

Acusado nega crimes

Segundo a investigação, os crimes teriam ocorrido entre agosto de 2022 e outubro de 2025. A advogada do acusado, Martina Michaelsdotter, afirmou anteriormente à agência AFP que o cliente nega todas as acusações. O julgamento deve ser concluído nesta terça-feira (26), com as alegações finais da defesa.

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