SEÇÕES

Justiça torna réus quatro acusados por morte de jovem lançada sem cordas em rope jump

Denúncia do Ministério Público foi aceita, e Justiça manteve a prisão preventiva de quatro investigados pelo caso ocorrido no interior de São Paulo

Ver Resumo
  • Justiça aceita denúncia do MP e torna quatro pessoas réus pela morte de Maria Eduarda durante salto de rope jump.
  • Evelyne dos Santos Gonçalves tem prisão temporária convertida em preventiva, enquanto outros três já estavam presos.
  • Acusações incluem homicídio qualificado e fraude processual por negligência e descuido com a segurança da vítima.
  • MP afirma que grupo atuava sem regras claras, priorizando ganhos econômicos e divulgação em vez da segurança.
  • Processo contra quatro outros acusados foi arquivado após conclusão de que não tiveram participação na morte.
Ministério Público denunciou à Justiça quatro presos pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Siga-nos no

A Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP) e tornou réus os quatro investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump. A jovem morreu após ser lançada sem a corda de segurança na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo, em 13 de junho.

Passam a responder ao processo Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves.

No caso de Evelyne, a Justiça também converteu a prisão temporária em preventiva. Os outros três investigados já estavam presos preventivamente.

Até a publicação desta reportagem, a defesa dos réus não havia se manifestado.

A Justiça também determinou o arquivamento do processo contra Kauê Felipe Silva Silveira, Luís Gustavo de Oliveira, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins.

João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins chegaram a ser presos, mas foram soltos na semana passada após a Polícia Civil concluir que eles não tiveram participação na morte da jovem.

Acusações do Ministério Público

Segundo a denúncia do Ministério Público, os quatro réus responderão por homicídio qualificado com dolo eventual e, em um dos casos, também por fraude processual.

As acusações são as seguintes:

  • Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves: homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
  • Evelyne dos Santos Gonçalves: homicídio com dolo eventual, qualificado por omissão imprópria, além de fraude processual.

O dolo eventual ocorre quando uma pessoa não pretende provocar a morte, mas assume o risco de que ela aconteça ao praticar determinada conduta.

De acordo com o MP, os responsáveis pela execução do salto tinham conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar medidas básicas de segurança, como a conferência da conexão da corda e a realização da dupla checagem dos equipamentos.

A denúncia também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.

Entenda o que é rope jump

O rope jump é uma modalidade de salto em altura que utiliza cordas estáticas. Após a queda, o praticante realiza um movimento semelhante ao de um pêndulo.

Diferentemente do bungee jump, que utiliza cordas elásticas e faz o praticante quicar após o salto, o rope jump depende da correta fixação do sistema de segurança para evitar acidentes.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também