- João Guilherme Correa, condenado por duplo assassinato em 2009, foi preso na Itália após fugir do Brasil.
- Correa é líder da neonazista Hammerskin Nation e estava em prisão domiciliar até março de 2025.
- Interpol emitiu alerta vermelho contra ele por ser considerado perigoso e com alto risco de fuga.
- Ele foi localizado em Pavia, encaminhado à Polícia de Milão e deve prestar depoimento sobre o crime.
- Crime ocorreu em 2009 durante festa em Campina Grande do Sul, motivado por disputa de liderança neonazista.
O brasileiro João Guilherme Correa, condenado pela Justiça pelo assassinato de Bernardo Pedroso e Renata Ferreira, em 2009, foi preso neste sábado (27) na Itália. A informação foi divulgada pelo jornal italiano La Stampa.
Segundo o Ministério Público do Paraná (MPPR), Correa é apontado como um dos principais líderes brasileiros da organização neonazista internacional Hammerskin Nation.
Em 2022, ele chegou a ser preso durante uma reunião de integrantes de grupos neonazistas em Santa Catarina. Posteriormente, cumpriu prisão domiciliar até março de 2025, quando foi condenado a 35 anos de prisão pelo duplo homicídio. Antes do cumprimento da pena, no entanto, fugiu do Brasil.
Em outubro do ano passado, a Interpol emitiu um alerta vermelho contra Correa, classificando-o como um indivíduo perigoso, violento e com elevado risco de fuga.
Após permanecer mais de um ano foragido, ele foi localizado e preso pela polícia italiana em uma área rural da província de Pavia. De acordo com fontes ouvidas pelo La Stampa, o brasileiro foi encaminhado à sede da Polícia de Milão, onde deverá prestar depoimento. O processo para sua extradição ao Brasil deve ser iniciado nos próximos dias.
Crime
Bernardo Pedroso, de 24 anos, e Renata Ferreira, de 21, foram assassinados em 2009. Conforme a denúncia do Ministério Público do Paraná, o crime teve como motivação uma disputa pelo comando de um grupo de ideologia neonazista que cultuava Adolf Hitler.
Ainda segundo o MPPR, o casal foi morto durante uma festa realizada em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, que marcava os 120 anos do nascimento do ditador nazista.
Além de João Guilherme Correa, Jairo Maciel Fisher também foi condenado pelo caso. Ele recebeu pena de 32 anos de prisão. Os dois foram apontados pela investigação como mandantes da emboscada que resultou na morte das vítimas.