Menina de 3 anos baleada por agente da PRF morre após nove dias internada

A criança estava hospitalizada na unidade de Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Adão Pereira Nunes.

Avalie a matéria:
Menina de 3 anos baleada por agente da PRF morre após nove dias internada. | Reprodução

Após nove dias internada, Heloísa dos Santos Silva, de 3 anos, atingida por disparos na coluna e na cabeça durante uma abordagem realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), veio a falecer na manhã deste sábado (16), por volta das 9h22. A criança estava internada desde o dia 7 de setembro quando ocorreu o incidente. 

Na quarta-feira (14), a Secretária de Saúde de Caxias havia divulgado um boletim informando que Heloísa enfrentou uma parada cardiorrespiratória durante a madrugada. Após um período de seis minutos, a equipe médica conseguiu reverter a situação, porém o estado de saúde permaneceu extremamente crítico.

A criança estava hospitalizada na unidade de Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A menina estava no veículo da família, acompanhada dos pais, de uma tia e de uma irmã, quando disparos foram efetuados contra o automóvel.

ENTENDA O  CASO

No dia sete de setembro, Heloísa dos Santos Silva, estava no carro com os pais, a irmã de 8 anos e uma tia, quando o veículo foi alvejado com os disparos. De acordo com os parentes, os tiros foram efetuados pelos agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A família reside em Petrópolis e estava retornando de Itaguaí, na Região Metropolitana, após passar o feriado de Sete de Setembro.

A INVESTIGAÇÃO

Na última segunda-feira (11), a Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal anunciou que já conseguiu identificar o policial que, sem estar de uniforme, mas portando um distintivo da instituição, adentrou o Centro de Tratamento Intensivo onde Heloísa estava hospitalizada.

 Câmeras de segurança do hospital que registraram o policial com o distintivo da PRF entrando em uma área de acesso restrito. O Ministério Público Federal (MPF) iniciou uma investigação criminal para esclarecer a conduta da PRF e solicitou a identificação do indivíduo ou indivíduos responsáveis pelo disparo que causou ferimentos na menina.

Além disso, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou o afastamento de todos os que estão envolvidos por um período de 30 dias, bem como a apreensão das armas dos policiais. O MPF também requereu acesso ao processo de investigação interna iniciado pela Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

AGENTE ADMITIU O TIRO

No seu depoimento, o agente Fabiano Menacho Ferreira confessou ser o autor dos disparos de fuzil que atingiram a menina. Ele explicou que os policiais estavam focados no veículo, cuja placa indicava que o carro estava envolvido em um roubo. Os agentes Matheus Domicioli Soares Viegas Pinheiro e Wesley Santos da Silva afirmaram a narrativa do seu colega.

Segundo ele, no ocorrido, eles estavam perseguindo o veículo, ativaram as luzes intermitentes e a sirene para sinalizar ao condutor que parasse, no entanto, após aproximadamente 10 segundos seguindo o veículo, ouviram o som de um tiro de arma de fogo e tiveram que se abaixar dentro da viatura.

Fabiano Menacho relatou que, naquela circunstância, efetuou três tiros com o fuzil em direção ao carro, devido à suspeita de que o som do disparo que ouviu tinha origem no veículo da família de Heloísa.

Veja Também
Tópicos
SEÇÕES