Apontado como um dos chefes do PCC e namorado da delegada Layla Lima Ayub, Jardel Neto Pereira da Cruz, de 28 anos, treinava adolescentes para cometer homicídios pela facção em Roraima, de acordo com a Polícia Federal. A mulher foi presa em São Paulo por suspeita de advogar para o grupo criminoso.
Constatou-se também que Jardel estaria implantando nova diretriz na representação regional da facção em Roraima visando priorizar menores de idade na execução de crimes, sobretudo de homicídios, com o fim de aproveitar atual ordenamento jurídico menos rigoroso com essa faixa etária e assim frustrar adequada reprimenda penal, consta na investigação.
Na mesma investigação, a PF disse que o acusado também ensinava técnicas de tortura para jovens da facção. Segundo a investigação, Jardel chegou em Roraima em 2021 com a missão de fortalecer a atuação do PCC no estado.
A investigação da PF resultou na condenação de Jardel a oito anos de prisão.
PRISÃO DA DELEGADA
A delegada foi presa na manhã de sexta-feira (16) em São Paulo por advogar para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes da facção criminosa, de acordo com as investigações do Ministério Público.
Ela também é suspeita de ter exercido irregularmente a advocacia ao atuar em audiências de custódia na defesa de presos ligados a organizações criminosas, apesar de já ocupar o cargo de delegada.