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Pastor Márcio Poncio vai para prisão domiciliar com uso de tornozeleira

Decisão proíbe contato com investigados, uso de redes sociais e determina a entrega dos passaportes

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  • Ministro Alexandre de Moraes converteu prisão preventiva de Márcio Poncio para prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.
  • Pastor investigado na Operação Unha e Carne é acusado de ligação com a Máfia do Cigarro e esquema de pagamentos indevidos.
  • Decisão do STF proíbe contato com investigados, uso de redes sociais e porte de arma, além da entrega de passaportes.
  • Operação busca investigar lavagem de dinheiro e possíveis ramificações envolvendo poderes Executivo e Legislativo do Rio.
  • Quinta fase da operação teve origem na Operação Fumus, que investigava monopólio da venda de cigarros no Grande Rio.
Pastor Márcio Poncio | Foto:Reprodução
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, converteu em prisão domiciliar a prisão preventiva do pastor Márcio Poncio, investigado na Operação Unha e Carne, da Polícia Federal. A decisão determina o uso de tornozeleira eletrônica e impõe uma série de medidas cautelares.

Poncio foi preso no último dia 2 de julho, durante a quinta fase da operação, que investiga um suposto esquema de pagamentos do jogo do bicho e da chamada "Máfia do Cigarro" a agentes públicos.

Na ocasião, a Polícia Federal localizou o pastor em um flat na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Líder da Igreja da Nuvem e empresário, ele é pai da deputada estadual Sarah Poncio (Solidariedade-RJ) e do cantor Saulo Poncio, ex-integrante da dupla UM44K.

Além do monitoramento eletrônico, Alexandre de Moraes proibiu Márcio Poncio de manter contato, por qualquer meio, com os demais investigados e de utilizar redes sociais.

A decisão também determina a suspensão de eventuais registros ou autorizações para porte de arma de fogo em nome do pastor, além da entrega de seus passaportes.

Investigação da PF

Segundo a Polícia Federal, Márcio Poncio é investigado por suspeita de ligação com a chamada "Máfia do Cigarro".

Também foram alvos de mandados de prisão na quinta fase da operação o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já estavam presos.

De acordo com a PF, esta etapa da Operação Unha e Carne busca aprofundar as investigações sobre indícios de lavagem de dinheiro atribuídos à nova cúpula do jogo do bicho e possíveis ramificações do esquema envolvendo integrantes dos poderes Executivo e Legislativo do Rio de Janeiro.

Origem da operação

A quinta fase da Operação Unha e Carne teve origem na Operação Fumus, deflagrada em junho de 2021 para investigar o monopólio da venda de cigarros no Grande Rio. Na ocasião, Adilsinho era alvo da investigação, mas não foi localizado.

Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu planilhas que, segundo os investigadores, continham registros de supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e movimentações relacionadas à lavagem de dinheiro.

Planilhas e suspeitas

Segundo a PF, os documentos chamaram a atenção por indicarem possíveis repasses de valores a agentes políticos do Rio de Janeiro. A TV Globo informou que pelo menos 20 políticos são investigados por supostamente receber pagamentos mensais de Adilsinho.

O contraventor foi preso apenas em fevereiro deste ano, em Cabo Frio, após ser localizado por meio de monitoramento com drones.

Em abril, o ministro Gilmar Mendes, do STF, afirmou ter recebido de um diretor da Polícia Federal relatos de que mais de 30 deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro receberiam mesadas provenientes do jogo do bicho.

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