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Perdoada pela Justiça, Monique Medeiros vai cobrar da Prefeitura do Rio após demissão

Mãe do menino Henry Borel, agora em liberdade, era professora da rede municipal do Rio

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  • Monique Medeiros busca reparação contra Prefeitura do Rio após perdão judicial.
  • Prefeito Eduardo Cavaliere afirma que demissão de Monique permanecerá válida.
  • Defesa da professora estuda pedido de ressarcimento financeiro e readmissão ao cargo.
  • Monique já moveu ação contra Secretaria de Educação em 2022, pedindo indenização de R$ 100 mil.
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, chora após receber perdão judicial | Foto: Brunno Dantas/TJRJ
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Após receber o perdão judicial no processo relacionado à morte do filho, Henry Borel, de 4 anos, Monique Medeiros pretende buscar reparação contra a Prefeitura do Rio de Janeiro em razão de sua demissão do cargo de professora da rede municipal. A informação foi confirmada por sua defesa nos últimos dias.

Monique foi desligada do cargo em março deste ano, por decisão da administração municipal. Mesmo após a decisão judicial que a beneficiou, o prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a demissão permanecerá válida e não será revista pela Prefeitura.

Defesa estuda pedido de ressarcimento

Segundo o advogado Hugo Novais, a defesa analisa a possibilidade de ingressar com medidas judiciais para buscar algum tipo de ressarcimento financeiro em decorrência da perda do cargo público. A estratégia jurídica está sendo avaliada após o desfecho do processo criminal envolvendo a professora.

Além de eventual indenização, a defesa também considera solicitar a readmissão de Monique ao quadro de servidores da rede municipal de ensino. O pedido dependerá da análise das circunstâncias que motivaram a exoneração e dos efeitos da decisão judicial recente.

Histórico de disputa judicial com a Secretaria de Educação

Não é a primeira vez que Monique busca reparação na Justiça em questões relacionadas à sua atuação profissional. No ano passado, ela moveu uma ação contra o então secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, alegando prejuízos após ser transferida para funções administrativas.

Na ação, Monique solicitava uma indenização de R$ 100 mil, argumentando que havia sido afastada das atividades escolares e colocada em um cargo administrativo. A Justiça, no entanto, rejeitou o pedido apresentado pela professora.

Com a manutenção da demissão pela Prefeitura do Rio de Janeiro, a situação poderá gerar novos desdobramentos judiciais e administrativos. A defesa de Monique Medeiros avalia os próximos passos para contestar a exoneração e buscar eventual reparação pelos danos que entende ter sofrido.

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