- Clonazepam foi encontrado no sangue de idosos assassinados em apartamento de luxo em Belo Horizonte.
- Paola Stefany Neto Cirino confessou ter dopado casal com medicamento antes de cometer assassinato.
- Investigação aponta que suspeita utilizou veículo de aplicativo para fugir após o crime.
- Joias, celulares e outros objetos foram roubados e vendidos por cerca de R$ 59 mil.
- Suspeita foi identificada por câmeras de segurança e presa em hotel em Itabira.
A perícia da Polícia Civil confirmou a presença de clonazepam, medicamento de efeito sedativo e ansiolítico, no sangue do casal de idosos assassinado em um apartamento de luxo no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A informação reforça a linha de investigação de que as vítimas foram dopadas antes do crime.
Além do resultado do exame toxicológico, a polícia informou que identificou a placa e o proprietário do veículo utilizado na fuga da suspeita logo após o duplo homicídio.
A principal investigada é Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa na quinta-feira (2), em Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Ela confessou ter matado o casal e admitiu o furto de joias, dinheiro e outros objetos do apartamento.
investigação
Segundo a Polícia Civil, o laudo toxicológico confirmou a presença de clonazepam nas vítimas. Durante o interrogatório, Paola afirmou ter colocado comprimidos do medicamento na bebida servida ao casal antes dos assassinatos.
De acordo com a investigação, a suspeita declarou informalmente que utilizou quatro comprimidos no suco das vítimas. No entanto, os investigadores acreditam que a quantidade possa ter sido maior, com o objetivo de reduzir a capacidade de reação do casal antes do ataque.
O clonazepam é um medicamento utilizado no tratamento de ansiedade e convulsões. Quando ingerido em excesso, pode provocar sedação intensa.
Fuga
Ainda conforme a Polícia Civil, Paola relatou que, após o crime, abordou um motorista de aplicativo que descansava próximo ao prédio das vítimas e ofereceu R$ 40 para ser levada até a região central de Belo Horizonte.
Os investigadores já solicitaram informações às plataformas de transporte por aplicativo para verificar a versão apresentada e esclarecer a participação do veículo na fuga.
Relembre o caso
As vítimas foram identificadas como o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. Eles foram encontrados mortos dentro do apartamento onde moravam, na terça-feira (30), pelo filho do casal.
Segundo a Polícia Civil, Paola havia sido indicada por um parente das vítimas para realizar uma faxina no imóvel.
A investigação aponta que, após dopar o casal com clonazepam, a suspeita utilizou uma faca da própria residência para cometer os assassinatos. Em seguida, levou joias, relógios, celulares e outros objetos de valor.
De acordo com a polícia, parte dos bens furtados foi vendida por cerca de R$ 59 mil.
A suspeita foi identificada por meio de imagens de câmeras de segurança e presa em um hotel na cidade de Itabira. A Polícia Civil continua investigando se outras pessoas participaram da fuga e da comercialização dos objetos roubados.