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PGR pede arquivamento da investigação da venda de joias por Bolsonaro e aliados; relembre o caso

Caso tramita no STF sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, analisava se houve a prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Ex presidente, Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou que o Supremo Tribunal Federal (STF) o inquérito que tramita contra Jair Bolsonaro e aliados no caso da venda de joias recebidas que foram vendidas e depois recompradas.

Gonet argumenta que não há embasamento suficiente previsto na legislação sobre a quem pertence um presente recebido no exercício do cargo, se ao presidente ou à União. O caso tem como relator o ministro Alexandre de Moraes, que analisava se houve a prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Como se viu, a natureza jurídica dos presentes ofertados a Presidentes da República permanece controvertida, sem disciplina legislativa específica, sujeita a interpretações administrativas divergentes, inclusive no âmbito da sistemática do controle externo, diz um trecho do documento.

Para a PGR, “os esforços dos indiciados, pois, para que os bens fossem levados a venda a terceiros não configuram atitudes expressivas do cometimento do crime submetido a escrutínio”.

AS INVESTIGAÇÕES E DIVERGÊNCIAS DO CASO 

No entanto, o posicionamento da PGR vai contra as investigações da PF que, em julho de 2024, indiciou Jair Bolsonaro e mais onze pessoas pelo desvio e venda de joias presenteadas ao governo brasileiro.

O ex-presidente foi indiciado por peculato — quando um funcionário público se apropria de dinheiro ou bens a que tem posse em razão do cargo —, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

QUEM FORAM INDICIADOS

Os indiciados do caso são:

  • o ex-ministro de Minas e Energia, almirante da reserva Bento Albuquerque;

  • o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

  • o pai de Mauro Cid, general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid;

  • Frederick Wassef, ex-advogado de Bolsonaro; e

  • Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro.

Para a PF, os investigados cometeram o crime de desviar presentes de alto valor dados por Arábia Saudita e Bahrein ao governo brasileiro durante o período em que Bolsonaro era presidente.

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