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PM morta foi imobilizada por trás e baleada: o que a perícia descobriu sobre o caso Gisele Alves - Versões contraditórias

Inicialmente, o caso foi tratado como suicídio, mas essa hipótese foi descartada ao longo da investigação. - Versões contraditórias

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Versões contraditórias

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Em depoimento, o tenente-coronel Geraldo Neto afirmou que estava no banho no momento em que o disparo que matou Gisele Alves Santana foi efetuado. No entanto, segundo a investigação, essa versão passou a ser questionada após os socorristas relatarem que ele foi encontrado com o corpo seco quando chegaram ao apartamento.

De acordo com os elementos reunidos no inquérito, o detalhe é tratado como um ponto de inconsistência no relato apresentado pelo oficial, já que contrasta com a narrativa de que ele estaria debaixo do chuveiro no instante da morte da policial.

A apuração também aponta que, mesmo após a chegada das equipes e apesar de ter sido orientado por policiais a não alterar a cena, Neto voltou a tomar banho dentro do apartamento. Para os investigadores, a atitude é considerada relevante e passou a ser analisada no contexto da suspeita de fraude processual.

Outro ponto que chamou a atenção da investigação foi que, antes disso, o tenente-coronel teria telefonado para um desembargador amigo, que se deslocou até o prédio onde o casal morava. A sequência de ações passou a integrar o conjunto de circunstâncias examinadas pela Polícia Civil e pela perícia no inquérito que embasou o pedido de prisão.

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