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Polícia anuncia afastamento de coronel do cargo após esposa PM ser encontrada morta em SP

Geraldo Neto foi afastado depois da morte da soldado Gisele Santana, no apartamento do casal em SP. Informação foi confirmada nesta terça (3) pela Polícia Militar

PM é encontrada morta em apartamento com tiro na cabeça | Foto: Reprodução
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O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, esposo da soldado encontrada morta com um tiro na cabeça, pediu afastamento do cargo. A mulher foi identificada como Gisele Alves Santana, de 32 anos, e morreu no apartamento onde o casal morava, no Brás, Centro de São Paulo.

Geraldo chegou a dizer que suspeitava da mulher ter cometido suicídios após ele tentar o divorcio. O que é contestado pela família da policial que alega possível feminicídio. O caso estava sendo investigado como como morte suspeita pela Polícia Civil.

A PM confirmou o licenciamento do policial do cargo nesta terça-feira (3): "A Polícia Militar informa que o tenente-coronel encontra-se afastado de suas funções, a pedido", informa o comunicado.

O QUE DIZ O PM 

Geraldo afirmou em depoimento ter discutido com a esposa ao falar que queria o divorcio. Ele contou que foi tomar banho e um minuto depois ouviu o barulho do disparo.

De acordo com o PM, ao abrir a porta do banheiro encontrou a mulher já caída no chão ferida e sangrando na cabeça, segurando uma arma dele na mão. Em seguida, acionou as autoridades para pedir ajuda e contar o que aconteceu.

A família de Gisele contesta a versão de suicídio. Eles relatam que o relacionamento do casal era extremamente violento e a mulher sofria violência psicológica. Que ele a perseguia, a proibindo de usar perfumes, batom e salto alto. E que só poderia ir junto com ele à academia.

SANGUE NO BOX

Peritos identificaram marcas de sangue no box do banheiro do apartamento onde a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça.

De acordo com os investigadores, a perícia do Instituto de Criminalística de São Paulo encontrou vestígios de sangue no interior do box do banheiro após aplicação de luminol, local onde o oficial afirmou que tomava banho no momento do disparo.

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