- Policia Civil solicita prisão preventiva de Bruno Edamatsu Berton, acusado de importunação sexual em academia da zona sul de São Paulo.
- Homem foi flagrado se masturbando diante da dentista Sabrina Coutinho durante treino no último domingo (25), segundo denúncia.
- Academia bloqueou acesso do suspeito e informou que o caso foi registrado no 99º Distrito Policial, em Campo Grande.
- Dentista relatou que ficou paralisada ao perceber a situação e gravou vídeo com o homem se tocando durante treino.
- Vítima afirmou que o episódio afetou sua disposição para malhar sozinha e pretende representar criminalmente contra o suspeito.
A Polícia Civil solicitou a prisão preventiva de Bruno Edamatsu Berton, de 35 anos, suspeito de cometer importunação sexual contra uma aluna em uma academia na zona sul de São Paulo. O homem teria sido flagrado se masturbando diante da dentista Sabrina Coutinho, de 28 anos, durante um treino no último domingo (25).
Segundo a polícia, o suspeito já havia sido denunciado criminalmente por um episódio semelhante em julho de 2025, também em uma academia. O caso atual é investigado pelo 99º Distrito Policial (Campo Grande). Durante interrogatório realizado na terça-feira (27), Bruno negou o crime. Questionado sobre o pedido de prisão preventiva, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que processos envolvendo crimes sexuais tramitam sob segredo de Justiça.
Dentista relatou que ficou paralisada ao perceber a situação
Sabrina contou que foi vítima de importunação sexual por volta do meio-dia de domingo, enquanto se exercitava sozinha no estabelecimento.
“Eu estava fazendo exercícios de abdômen e posterior, deitada no chão, e não percebi que ele tinha parado perto de mim. Quando me sentei e fiquei de frente para ele, vi que ele estava se masturbando. Eu já estava ali fazia quase 30 minutos quando percebi. Ele estava me encarando e, em nenhum momento, demonstrou timidez”, relatou.
A dentista afirmou que, inicialmente, ficou sem reação, mas depois conseguiu gravar um vídeo em que o homem aparece se tocando.
“Como eu estava numa área mais reservada da academia, debaixo da escada, não consegui falar nada na hora. Esperei ele sair da minha frente e fui correndo falar com o professor”, contou.
De acordo com Sabrina, um funcionário a acompanhou até a recepção para comunicar o ocorrido. Nesse momento, o suspeito seguiu em direção à saída e deixou o local.
“Ele passou por mim e fugiu. Os professores tentaram segurar, mas ele acelerou e foi embora de carro”, disse.
A mulher frequenta a academia há cerca de um ano e afirmou ter recebido apoio dos funcionários após a denúncia. Ela também relatou que o episódio teve consequências emocionais e afetou sua disposição para continuar treinando sozinha.
“Malhar sozinha é uma coisa que não estou a fim mais de fazer”, declarou.
Sabrina registrou um boletim de ocorrência no 99º Distrito Policial, em Campo Grande, e pretende representar criminalmente contra o suspeito.
Foto: reprodução
Academia bloqueou acesso do suspeito
Em nota, a Peralta Fitness repudiou o ocorrido e informou que prestou apoio à aluna assim que tomou conhecimento da denúncia.
Segundo o estabelecimento, a vítima foi acolhida pelos funcionários e acompanhada até a delegacia para registrar a ocorrência. A academia também afirmou que bloqueou o acesso do suspeito, que está proibido de frequentar qualquer unidade da rede.
A empresa declarou que não tinha conhecimento do episódio anterior envolvendo o mesmo homem e informou que está à disposição da vítima e das autoridades para colaborar com as investigações, inclusive por meio do fornecimento de imagens das câmeras de segurança e de outras informações necessárias.
“Não toleramos qualquer forma de assédio. Nosso compromisso é com o respeito, a segurança e o acolhimento de quem frequenta nossos espaços”, afirmou a academia.