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PRF assassinou chefe da GCM após ela pedir fim do namoro, diz polícia

Dayse foi morta com cinco tiros na cabeça na segunda-feira (23), na casa onde ela morava com o pai e a filha de 8 anos, no bairro Santo Antônio, em Vitória. D

Dayse Barbosa e Diego Oliveira de Souza | Foto: Reprodução
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A Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher afirmou que o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza pode ter matado a namorada Dayse Barbosa, de 37 anos, por não aceitar o fim do relacionamento. A vítima foi morta a tiros e era  comandante da Guarda Municipal de Vitória (ES).

Segundo a delegada Raffaella Aguiar, as investigações apontam que a guarda tentava romper com o PRF, um homem considerado "possessivo e extremamente controlador”, e que já respondia a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) na corporação por importunação sexual. 

A comandante nunca tinha relatado (casos de violência) para os companheiros dela, lá da Guarda Municipal, bem como não tem nenhum registro junto à Polícia Civil [...] o caso é tão emblemático, porque ele mostra que não é sobre quem é a vítima, porque ela (Dayse) é uma mulher forte, uma autoridade. [...] A violência não começa naquele momento em que houve o primeiro disparo que ceifou a vida dela, contou a delegada. 

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O CRIME

Dayse foi morta com cinco tiros na cabeça na segunda-feira (23), na casa onde ela morava com o pai e a filha de 8 anos, no bairro Santo Antônio, em Vitória. Depois do crime, Diego foi até a cozinha e tirou a própria vida.

Diego usou uma escada para invadir a casa e chegar até Dayse, que dormia no quarto da filha, por causa do aparelho de ar-condicionado. Na mochila dele, a polícia encontrou um canivete, uma faca, um vidro de álcool, carregadores de munição, alicate e um isqueiro.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, a vítima foi surpreendida enquanto dormia e não teve chance de se defender. A cena encontrada no quarto indica que ela ainda chegou a se levantar antes de ser atingida.

Segundo o pai de Dayse, a vítima e o PRF se conheciam há cerca de quatro anos e mantinham um relacionamento marcado por violência. Apesar das situações relatadas, ele afirmou que a filha nunca registrou denúncia formal sobre as agressões sofridas.

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