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Professora de 26 anos morre após infarto; família diz que quadro foi tratado como ansiedade

Giulia Silva de Araújo buscou atendimento duas vezes no mesmo hospital antes de ser levada a outra unidade, onde morreu

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  • Professora de 26 anos morre após ser liberada duas vezes por sintomas cardíacos no Hospital Municipal de Irajá.
  • Família afirma que sintomas foram tratados como ansiedade, apesar da piora e do desmaio durante o atendimento.
  • Hospital nega falhas e afirma que exames e protocolos foram seguidos rigorosamente durante o atendimento.
  • Caso é investigado pela 59ª DP para esclarecer circunstâncias da morte da professora.
Giulia Silva de Araújo, de 26 anos | Foto: Reprodução/Instagram/@giuliaensina
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A professora Giulia Silva de Araújo, de 26 anos, morreu na sexta-feira (29) após procurar atendimento médico duas vezes no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, em Irajá, na zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a família, ela apresentou sintomas que seriam compatíveis com um quadro cardíaco, mas recebeu alta após o caso ser tratado como ansiedade.

O hospital, porém, afirma que realizou exames e não identificou alterações que indicassem um quadro cardíaco grave.

Após deixar a unidade pela segunda vez, Giulia passou mal novamente e foi levada para outro hospital, mais próximo de sua residência. Segundo os familiares, ela sofreu um infarto e morreu ainda no mesmo dia.

Professora procurou hospital duas vezes

Giulia foi atendida pela primeira vez no Hospital Municipal Francisco da Silva Telles com queixas de dor no peito e outros sintomas. Segundo a unidade, ela passou por exames estabelecidos em protocolo para a avaliação de casos cardíacos agudos e recebeu alta após os resultados.

Ainda no mesmo dia, cerca de três horas depois, a professora retornou ao hospital relatando novamente os sintomas. A equipe médica repetiu os exames e solicitou também um hemograma completo e uma radiografia do tórax.

De acordo com o hospital, Giulia permaneceu em observação e foi reavaliada às 13h19. Como os indicadores vitais continuavam dentro da normalidade, ela recebeu alta pela segunda vez.

Família questiona atendimento

Familiares e amigos de Giulia afirmaram, em relatos publicados nas redes sociais, que os sintomas foram tratados como uma crise de ansiedade. Segundo a família, a professora chegou a desmaiar e apresentou piora dos sintomas durante o segundo atendimento.

Os familiares também questionaram os resultados dos exames realizados no hospital e cobraram explicações sobre o atendimento prestado.

“Por que não foi seguido um protocolo adequado para os sintomas informados? Por que os sintomas de uma jovem de 26 anos foram tratados como ansiedade, mesmo diante da piora e do desmaio?”, questionaram os familiares.

Segundo a família, após receber alta pela segunda vez, Giulia passou mal novamente e foi levada a outra unidade de saúde, onde sofreu um infarto e morreu.

Hospital nega falhas

A direção do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles afirmou que prestou toda a assistência à paciente de acordo com o quadro clínico apresentado em cada avaliação.

Segundo a unidade, Giulia recebeu atendimento imediato nas duas ocasiões e passou por exames previstos em protocolo para casos de dor no peito e possíveis emergências cardíacas.

O hospital informou que frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão arterial, temperatura e saturação de oxigênio estavam dentro dos parâmetros de normalidade. A paciente também realizou um eletrocardiograma, que, segundo a direção, não apresentou alterações.

Na segunda passagem pelo hospital, além da repetição dos exames, foram solicitados hemograma completo e radiografia do tórax. De acordo com a unidade, nenhum dos exames apresentou alterações.

Após receber medicação e permanecer em observação, Giulia foi reavaliada às 13h19. Como os sinais vitais permaneciam normais, a equipe médica concedeu nova alta, com as devidas orientações, segundo o hospital.

Em nota, a direção lamentou a morte da professora e afirmou que “prestou toda a assistência à paciente de acordo com o quadro clínico apresentado”. A unidade também informou que permanece à disposição da família para esclarecimentos.

Caso é investigado

O caso é investigado pela 59ª DP (Duque de Caxias). As diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte de Giulia.

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