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Quem era Gustavo de Castro, juiz encontrado morto dentro de carro em chamas no interior de SP

Magistrado de 45 anos atuava na 2ª Vara de Mococa e tinha mais de uma década de carreira na Justiça; Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita

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  • Juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, foi encontrado morto em carro em chamas em São João da Boa Vista, no interior de São Paulo.
  • O corpo do magistrado foi localizado totalmente carbonizado no banco do motorista após incêndio na estrada rural.
  • Morte foi registrada como suspeita e investigada pela Delegacia de Investigações Gerais, com todas as hipóteses em análise.
  • Tribunal de Justiça e OAB de Mococa lamentaram a morte do juiz, destacando sua contribuição e respeito na carreira.
Segundo o delegado, ainda não é possível apontar a causa ou as circunstâncias da morte. | Foto: Reprodução
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O juiz Gustavo de Castro Campos, de 45 anos, foi encontrado morto dentro de um carro em chamas em uma estrada rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, na noite de quarta-feira (7). O corpo do magistrado foi localizado totalmente carbonizado no banco do motorista. As circunstâncias da morte são investigadas pela Polícia Civil.

Gustavo atuava como juiz titular da 2ª Vara da Comarca de Mococa e morava em São João da Boa Vista. Ele tinha mais de uma década de experiência na magistratura paulista e também havia trabalhado como advogado e delegado da Polícia Civil.

Nascido em Mogi das Cruzes (SP), em 1981, o magistrado era formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas. Segundo informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), ele ingressou na magistratura em 2014, como juiz substituto da 14ª Circunscrição Judiciária, com sede em Barretos.

Ao longo da carreira, Gustavo também atuou nas comarcas de Tambaú e Santa Rita do Passa Quatro. Em Mococa, onde ocupava a titularidade da 2ª Vara, trabalhava desde 2021.

Antes de ingressar na magistratura, Gustavo começou a carreira jurídica como advogado, em 2004. Ele também teve passagem pela Polícia Civil como delegado no Espírito Santo.

Como foi encontrada a vítima

Segundo a Polícia Militar, o veículo pertencia ao juiz. Uma testemunha que passava pela estrada rural encontrou o automóvel em chamas e acionou as autoridades. Antes da chegada das equipes de emergência, a testemunha chegou a utilizar uma máquina escavadeira para jogar terra sobre o carro na tentativa de controlar o incêndio.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu apagar as chamas. O corpo foi encontrado completamente carbonizado no banco do motorista.

Equipes das polícias Civil e Científica estiveram no local para realizar a perícia e coletar informações que possam ajudar a esclarecer o que aconteceu. A área foi isolada durante os trabalhos.

O corpo de Gustavo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de São João da Boa Vista, onde exames deverão auxiliar na identificação das circunstâncias da morte.

Polícia investiga morte como suspeita

O caso foi registrado como morte suspeita e está sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). De acordo com o delegado Jorge Mazzi, a apuração está em fase inicial e todas as hipóteses são consideradas neste momento.

Segundo o delegado, ainda não é possível apontar a causa ou as circunstâncias da morte. A investigação é realizada sob sigilo e, até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.

TJ-SP e OAB lamentam morte

O Tribunal de Justiça de São Paulo publicou uma nota de pesar pela morte do magistrado e destacou sua dedicação e as contribuições feitas ao longo da carreira. O órgão também informou que as circunstâncias do ocorrido estão sendo investigadas pelas autoridades.

A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mococa também lamentou a morte de Gustavo. Na nota, a entidade descreveu o juiz como um profissional respeitado pela advocacia local, destacando sua cordialidade, sensibilidade e respeito no relacionamento com advogados, servidores e demais profissionais da Justiça.

A OAB afirmou ainda que a morte prematura do magistrado deixou uma lacuna na comunidade jurídica da região e manifestou solidariedade aos familiares, amigos, magistrados e servidores que conviveram com Gustavo.

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